Lanche da madrugada

Jovens consomem lanches pesados de madrugada, mas nutricionista diz que não é adequado

Tássia Alves de Lima

Madrugada de sábado. Depois de curtir a noite com muito som, é hora de calar o estômago e, a essa hora, nada melhor que um bom fast-food. Salgados e lanches são os alimentos mais consumidos, mesmo entre os jovens mais saudáveis. A estudante Bruna Arruda atribui sua escolha à falta de opções, já que não há muitos estabelecimentos abertos no horário. “A gente vê muitos carrinhos de cachorro-quente e fast-foods, e nada disso é nutritivo”.

Bruna costuma comer lanche após a balada

            Gabriel Ferreira costuma devorar dois salgados depois da balada por comodidade: “Eu quero chegar em casa, tomar meu banho e dormir, não vou ficar preparando salada”. Ele conta que já acordou no dia seguinte se sentindo mal por causa do lanche que consumiu na madrugada. Segundo a nutricionista Carla Salgado, essa situação é muito freqüente. “O correto é não comer nada após as 8h da noite”.

            Como essa recomendação dificilmente será cumprida, Carla dá dicas de alimentos que não fazem mal. “Nesse horário, é melhor que se coma coisas mais leves, como uma bolacha água-e-sal, uma torrada, um copo de leite no lugar do refrigerante. Deve-se evitar frituras, salgados pesados com queijo e coisas gordurosas em geral”.

Nos últimos meses, porém, houve um crescimento das temakerias que, em alguns lugares, também ficam abertas até quase amanhecer. Bruna Arruda acredita que substituir os salgados pela comida japonesa é uma escolha saudável. Ainda assim, Carla contesta: “O temaki pode ser uma opção mais nutritiva, mas o horário ainda não é ideal.”

Onde se esconde o ballet clássico?

A falta de incentivo e a dificuldade da profissão fazem com que os bailarinos busquem alternativas no exterior.

Por: Nathália Brunelli 

Um “collant”, uma saia rodada, sapatilhas e um coque no cabelo… Quatro aspectos que caracterizam uma bailarina clássica. Essa é uma imagem cada vez mais rara se levarmos em consideração uma carreira profissional no Brasil.

 Nas grandes capitais como São Paulo e Rio de Janeiro, ainda existem bons espetáculos realizados por companhias consagradas nacional e mundialmente, mas são poucos. Por que essa ausência do clássico? Por que essa falta de costume de se apreciar um bom espetáculo? Onde está o público?

  Talvez as pessoas começassem a se interessar mais se tivessem a oportunidade de ter um conhecimento dessa arte e dos inúmeros talentos existentes no nosso país. Para crescer nessa área, bailarinas e bailarinos são obrigados a deixar o Brasil para construir carreira no ballet clássico, em busca de melhores oportunidades, de melhores condições de vida. Ir para o exterior significa mais que sentir saudades, significa se adaptar a uma nova língua e cultura, participar de audições e enfrentar concorrência. Somente aqueles que amam essa arte são capazes de viver, com prazer, uma vida assim.

 Na verdade, o que falta no Brasil são projetos culturais de grande porte e um maior número de espetáculos nas cidades, afinal, seria uma tentativa de atrair o público para essa arte, tão rica, que merece ter seu devido valor, e ter seus talentos revelados e reconhecidos. Não podemos simplesmente deixar isso de lado e nos privar de apreciar tamanha beleza.

Para o corpo e para a mente

Aluna coloca em prática os movimentos

Pilates mantem o corpo em forma, mas as aulas podem custar até 250 reais.

Por: Nathália Brunelli

 Ganhando cada vez mais destaque nas academias e espaços especializados, a técnica do Pilates vem aumentando o número de adeptos e caindo no gosto da população mais elitista. Isso porque o problema é o valor das aulas, que varia de 70 até 250 reais, dificultando a popularização do esporte.

Segundo a professora Mariana Romano, o valor é alto por se tratar de um trabalho bem individualizado, que atende as especificidades de cada aluno e cada aula com no máximo três alunos.

 O Pilates traz inúmeros benefícios para o corpo, pois melhora a qualidade postural. Além de trabalhar com alongamento e fortalecimento dos músculos em posturas adequadas, trabalha com a respiração durante a execução dos movimentos e desenvolve a força da musculatura abdominal. Para a aluna Flávia Silvino, depois que começou a ter aulas, sua concentração no trabalho e nas atividades diárias aumentou. Ela acredita que o Pilates é ideal para quem não gosta do clima de uma academia, mas quer ter um corpo bonito.

Segundo Mariana, a técnica que inicialmente era aplicada somente na recuperação de lesões, pois é muito recomendada no tratamento de problemas ortopédicos, hoje é a número um dos grandes dançarinos e atletas, não tendo restrições de idade nem de níveis de condicionamento físico.

A origem   

Aluna coloca em prática os movimentos

  Desde a data de sua criação, em 1925 pelo alemão Joseph Pilates, a técnica do Pilates despertou a curiosidade e devido a sua eficiência foi aplicada até no exército alemão. Após um ano, Joseph se mudou para Nova York onde montou seu estúdio e, alguns anos mais tarde, morreu tentando conter um incêndio no local de trabalho. O estúdio foi preservado e existe até os dias de hoje.

Fogo Selvagem

O médico dermatologista Doutor Günter Hans Filho junto com pesquisadores da USP e dos EUA tentam descobrir a causa do fogo selvagem.

A aldeia indígena Limão Verde, em Aquiadauana (MS), apresenta alta incidência de fogo selvagem, uma doença de pele rara.

 Por Ana Gabriela Pinesso

A aldeia indígena da etnia terena Limão Verde, em Aquidauana, há 137 km da capital, Campo Grande (MS), tem despertado o interesse de médicos do MS, da USP e da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA, pela alta incidência da doença dermatológica pênfigo foliáceo endêmico, conhecido popularmente como fogo selvagem. Segundo o dermatologista Güenter Hans Filho, de cada 100 habitantes dessa tribo, quatro apresentavam a doença, totalizando 13 casos.

A causa do fogo selvagem é desconhecida. Sabe-se apenas que é uma doença auto-imune e que não tem cura. “Essa doença existe no mundo inteiro, mas na América do Sul, mas na região central do Brasil, de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rondônia e até um pouco do Paraguai, existe um número maior de pessoas com pênfigo”, afirma o Hans Filho.

A alta incidência da doença em Aquidauana trouxe aos médicos a desconfiança de que exista algum animal ou planta da área rural que contribua para o aparecimento da doença. “Essa aldeia acaba sendo um laboratório de pesquisa. Hoje, já se sabe que existe um marcador genético que somente os pacientes com pênfigo têm. Então a gente acredita que a primeira coisa é que a pessoa tem que ter uma genética que predisponha para isso. Mas não adianta ter só a tendência genética, por que se a pessoa tem a genética e mora na cidade ela não desenvolve a doença. Então a pergunta é : o que tem no campo? Será que é água? Será que é alguma coisa que eles comem? Será que é algum animal doméstico?”

 O médico disse ainda que a pesquisa indica que a causa da doença é algum bicho que pica as pessoas. E os bichos que estão sendo pesquisados como possíveis “ativadores” são: o mosquito Simulium Nigrimanum, os barbeiros, que são os causadores da doença de chagas, e por fim, os percevejos, muito comums em áreas rurais.

O fogo selvavem aparece entre 10 e 50 anos,em ambos os sexos, e é caracterizado pelo aparecimento de bolhas nas regiões mais gordurosas do corpo como peito, costas e couro cabeludo, que quando arrebentam deixa a pele exposta. “No caso do fogo selvagem, os anticorpos são dirigidos contra a pele. Na pele existe um estrutura como se fosse um zíper, entre uma célula e outra, isso faz com que a célula não se mexa e fique bem coesa. Se tem um anticorpo que vem justamente contra essa estrutura que une as células, elas se soltam. Então você vai passar a mão na pessoa na área que ela está doente, a pele sai na sua mão, fica erosada.”

Tratamento

 

O tratamento é feito com remédios para impedir a produção de anticoropos; são as drogas imunossupressoras, geralmente corticóide. Segundo Hans Filho não há resistência por parte dos índios ao tratamento. “Hoje em dia, na aldeia existe posto de saúde e toda semana vão médicos visitá-los. Eles têm uma aderência boa ao tratamento. Uma coisa que eu vejo como interessante é que quando as mulheres ficam grávidas, elas estão

Índia terena com marcas de fogo selvagem no rosto.

tomando remédio, via de regra, elas param de tomar todos os remédios.”

Tudo começou…

 

A descoberta da alta incidência de fogo selvagem na região de Aquidauana (MS), aconteceu por acaso, em 1993, quando Hans Filho foi orientar um trabalho de pesquisa, sobre a saúde da população de indígena do Mato Grosso do Sul. “Quando nós tabulamos os dados (da pesquisa) vimos que havia um percentual muito alto de micoses e outras doenças de pele, mas o que me chamou a atenção foi um dado de que havia 2,5% de pênfigo. Como essa doença é relativamente rara, achei que fosse encontrar um caso, mas 2,5% representava 13 doentes, o que é muito em um população de 450 pessoas em 11 aldeias.”

Após constatar um número alto pacientes com pênfigo, Hans Filho pediu ao aluno que checasse em quais localidades havia a doença ,e para sua surpresa, todas elas vinham de uma mesma aldeia, a Limão Verde.

Com os dados em mãos, Hans foi à aldeia e examinou todos os índios. “Levei questionário e máquina fotográfica para documentar direitinho, e detectamos o foco. Liguei para um professor dos Estados Unidos que já há anos estuda e tem a melhor tecnologia e muito interesse nisso. Esse professor tinha contato direto com USP também, desde então temos trabalhado juntos: a universidade americana, a USP e a nossa UFMS (Universidade Federal do Mato Grosso do Sul).”

Há quarenta anos…

O álbum Abbey Road marcava o fim de uma era, o fim de um fenômeno, o fim de um sonho; músicos comentam o histórico disco dos Beatles

Por Caio Rizk

Quem nunca se lembrou de um grande amor após ouvir um trecho de Something? Ou cantarolou o refrão de Come Together (Come Together/ Right Now/ Over me)? Ou até mesmo andou por uma faixa de pedestres e se lembrou da mais clássica capa de álbum do rock internacional? Todas essas referencias compõem o álbum Abbey Road, dos Beatles, que em 2009 comemora 40 anos de existência. Mas o que tem de tão especial nesse álbum? Bom, para muitos críticos, Abbey Road supera em qualidade outro clássico do quarteto: Sgt. Pepper’s Lonely Heart Club Band (1967).  

Lançado em 26 de setembro de 69, o disco foi gravado em um momento de altos conflitos entre os integrantes e que culminaria com a separação da banda no final de 69. Abbey Road é o nome do estúdio de gravação onde foram produzidos todos os álbuns dos Beatles. O nome do disco foi uma homenagem dos músicos ao estúdio.

A capa  

A famosa travessia dos Beatles na esquina de Abbey Road

Aparentemente simples, a foto tirada pelo fotógrafo Ian Macmillian em 8 de agosto de 1969 é recheada de mensagens sublimares que ainda intrigam fãs e críticos. Para aqueles que gostam de lendas, os quatro passeando sob a faixa de pedestres de uma rua perto do estúdio de gravação, representa a banda indo em direção ao funeral hipotético do baixista Paul McCartney, que dois anos antes foi alvo de manchetes que relatavam sua morte em um acidente de carro. A roupa dos músicos gerou, também, desconfiança por parte do público.  

Da direita para a esquerda, John Lennon, todo de branco, representa o padre. Ringo Starr, de terno preto, seria o organizador do funeral. A pista maior fica com Paul McCartney. Descalço, com a roupa desgrenhada, andando diferente dos demais e, o principal, o cigarro na mão direita (o músico é canhoto). Por fim, George Harrison vestido como se fosse o coveiro. Toda essa mística que cerca o álbum ajudou Abbey Road a ser o disco mais vendido da banda.

Pedro tem o sonho de ter uma banda cover dos Beatles

Pedro Henrique Nunes, 19 anos, é fã dos Beatles. Toca guitarra, baixo e gosta de dizer que “arranha” no piano. Seu sonho é ter uma banda cover. Abbey Road, para ele, é a terceira fase do grupo e comprova que o quarteto não tinha um estilo definido.

“Quando comecei a ouvir o álbum, demorei pra gostar e me acostumar. Mas isso foi só o meu caso, não quer dizer que seja assim com todo mundo. Uma coisa que me chamou atenção, por ser guitarrista, é que todas as faixas praticamente são recheadas de solos de guitarra, algo que faltou durante a segunda fase da banda”

Para Pedro, do ponto de vista técnico, Abbey Road é o álbum mais perfeito da banda e, de um total de 17 faixas, escolheu e comentou as suas preferidas: 

1- You never give me your money: Essa música é calma, agitada, bonita e pesada ao mesmo tempo. Todos os instrumentos dessa música são muito bem elaborados, inclusive os vocais. Aquele coro cantado no final: “one, two, three, four, five, six, seven, all good children go to heaven” sempre me faz pensar “Nossa, que foda!” Enfim, tudo nessa música é bom.

2- The End: Um aspecto que contribui para que ela seja uma das minhas favoritas, não só desse álbum, como dos Beatles em geral, é o fato dela participar da sequência Golden Slumbers/Carry That Weight/The End, que, na minha opinião, é a melhor sequência de músicas de toda a História. Os solos de bateria e de guitarra são completamente Rock’n'roll, ao passo que o piano do final é algo suave e relaxante.

3- Because: A letra e a melodia são bonitas demais e toda a força vocal dos Beatles pode ser sintetizada nessa música. Quando tento cantá-la com alguns amigos, é praticamente impossível deixar tão afinado o quanto. Às vezes penso que, se já é tão difícil assim pra reproduzir, imagine pra compor uma música dessa?

4- Octopus’s Garden: Acho que essa é a mais “recheada” de guitarra, como disse antes. George Harrison ficou solando a música inteira, praticamente. Cada nota encaixa perfeitamente na hora exata e não dá pra imaginar outra voz guiando essa música se não a do Ringo (Starr).

5- Something: Não está perto de ser a minha preferida dos Beatles, mas ela merece muito reconhecimento. Primeiro, porque é a música mais bonita e profunda deles e, segundo, porque contem uma harmonia nada convencional, uma linha de baixo muito bem elaborada e o solo de guitarra de Harrison do qual eu mais tenho inveja.

Bruno em ensaio com o Led Zeppelin In Concert

Bruno Marques é baterista. Tem uma banda cover do Led Zeppelin, em que nada soa parecido com o som do quarteto de Liverpool. A pegada mais forte no baixo, guitarra, bateria e vocal de uma banda ímpar no cenário do rock mundial é o que mais atrai Bruno. Não apenas Led Zeppelin, mas a maioria das bandas de Heavy Metal – de clássicas bandas da década de 70 até o que há de mais moderno na Suécia, Noruega – compõem o seu “play list”. Sobre Beatles, o que conhece não é mais do que algumas músicas no MP3 e comentários em geral. Nunca se interessou a fundo pela banda, apesar de reconhecer os méritos do grupo. Escutou Abbey Road pela primeira vez e teve a reação espantosa que quase todos têm quando escutam o disco. 

“Quanta criatividade. Pelo que eu conheço de Beatles, jamais imaginei algo tão criativo. Ouvi sim coisas boas a respeito desse disco, mas nunca pensei que fosse tão incrível assim”. 

Das 17 faixas, Bruno selecionou as cinco que mais chamaram a sua atenção: 

1 – I Want You (She’s so Heavy) – “Começo, meio e fim tenebrosos, parece que foi composta em um dia frio e chuvoso. É uma musica 80 % instrumental, visto que só tem duas frases ao longo dos mais de sete minutos. O riff da guitarra é tocado insistentemente e acaba grudando na cabeça”. 

2 – Come Together – “A mais famosa do disco. Ao menos pra mim. A bateria de Ringo no começo é algo espetacular. Ele mostra toda sua criatividade nesse trecho. A linha de baixo nessa música é marcante também. Bem forte, dá uma sonoridade agressiva a canção” 

3- Because – “Aqui escuto uma harmonia musical perfeita. Quatro caras cantando sem erro. Li que a introdução da musica é “Sonata ao Luar” de Beethoven, sendo tocada de trás pra frente. Ou seja, mais uma prova de criatividade” 

4 – Oh Darling! “É um blues marcante esse, me parece renovado, cheio de contraste entre o começo suave até o refrão agressivo da música, bem diferente daqueles blues da década de 50” 

5 – Sun King/Mean Mr.Mustard/Polythene Pam/ She Came in Thought the Bathroom Window “As quatro músicas formam um sequência incrível. Na verdade, são músicas que não foram terminadas e que eles decidiram ligar uma nas outras. E dá certo. Uma seqüência repleta de harmonias musicais, solos de guitarra e uma bateria bem desenvolvida”

A Arte na Diversidade com Cegos.

Por Flavio Bittar Crivari

Um projeto do CIAD (Centro Interdisciplinar de Atenção ao Deficiente), criado para atender os deficientes visuais, resgata e valoriza a auto-estima e confiança que muitos perderam com a deficiência. Quem explica é a responsável pelo projeto Ana Maria da Silva. Para ela a observação através do tato proporciona uma melhor imaginação visual de como o objeto realmente é.

Veja abaixo o vídeo do projeto A Arte na Diversidade.

Em forma no verão

Praticar exercícios apenas quando chega o calor não adianta e pode causar danos físicos.

  Por Ana Carolina de Carvalho

As atividades físicas são sempre bem vindas no dia-a-dia das pessoas. Fazem bem, melhoram a saúde e o condicionamento físico. Porém, ao invés de praticá-las ao longo do ano, muita gente deixa para o fim. Começam a fazer os exercícios quando chega o verão para ficar em forma na época mais quente do ano. Período em que muitas pessoas vão à praias e clubes, pois é época de férias.

O educador físico Daniel Augusto, 34, afirma que esses “atletas de verão”, como costumam ser chamados são as pessoas que causam mais problemas. Machucam-se por conta do exagero, pois chegam à academia com a intenção de ficar bem em um mês. Algo impossível.

Daniel explica que é necessário pelo menos seis meses de prática. Dentre as modalidades mais procuradas, ele conta que as lutas estão em alta porque as pessoas querem atividades mais ativas. A recomendação do educador para os “atletas de verão” é caminhar e cuidar da alimentação. “A gente é o que a gente come”, aponta ele.

Diéli Almeida entrou na academia há três meses pra melhorar o condicionamento físico. “Comecei a academia agora pra ficar em forma pro verão.”

Rafael dos Santos, 27, conta que sempre vai à academia, mas que no verão intensifica ainda mais o treino para ficar com o corpo mais definido. “Tem que dar uma melhorada, balancear mais as comidas, aumentar a carga de academia, pra ficar bem pro verão.”

 

Dança para todos

O Instituo Vivarte é uma ONG, na cidade de Campinas, que dá a oportunidade a todos que têm vontade, de conhecer e entrar no mundo da dança

Por Paula da Conceição

A iniciativa da Funcionária Pública, Cláudia Chinellatto Massoco, de criar uma ONG de dança possibilitou que crianças e adolescentes carentes tivessem contato com a dança e se tornassem profissionais.

Cláudia teve a idéia de fundar a ONG após participar de um projeto da Prefeitura Municipal de Campinas, que proporcionava aulas de dança aos estudantes em horários contrários às aulas. Entretanto, apenas os alunos da Prefeitura podiam participar, mas outras crianças também mostravam interesse nas aulas. “Por muitas vezes, escondi alunos que não eram da Rede, mas queriam participar, para que pudessem praticar as aulas”, afirma Cláudia.  Por isso, ela criou o Instituto Vivarte, que possibilita a inserção de todas as crianças na Arte.

Cláudia Chinellato, fundadora da ONG, junto de algumas alunas e professoras

A instituição foi fundada oficialmente em 25 de Junho de 2005. Em um primeiro momento, uma academia foi cedida por uma amiga e as aulas ocorriam somente aos domingos. Logo a prefeitura cedeu um local maior na Vila Industrial, onde eles podiam utilizar uma sala com horários restritos.

Após oito meses, o espaço tornou-se pequeno e Cláudia pensou em alugar um imóvel, mas o preço era muito alto. Ela passou por clubes da cidade e há um ano possui uma cede alugada, com uma boa infra-estrutura. É neste local que os alunos praticam as mais variadas aulas, entre elas, ballet clássico, dança de rua, sapateado, artes circenses e jazz. Há também aulas de alongamento e dança para a 3ª idade que acontecem em um salão de uma Igreja, próxima a cede do Vivarte.

Hoje, o Instituto tem mais de 200 alunos que colaboram com o que podem para viver na dança, mas não é suficiente. Para que todos os gastos sejam supridos, além das famílias que têm condições de colaborar, Cláudia também organiza bingos, rifas, chás e vendas de alguns produtos doados.

Rebeca Barra Grande é a prova de que a ONG é benéfica. Ela foi aluna do Projeto da Prefeitura Municipal de Campinas e agora dá aulas no Instituto. Através de parcerias com instituições particulares, Rebeca conseguiu uma bolsa de estudos para cursar Fisioterapia. “O Instituto Vivarte é uma oportunidade para aqueles que não conhecem a dança começarem admirá-la”, afirma Rebeca.

As professoras Rebeca e Ítala Mattiuzo

Segundo Cláudia Chinellato, essa forma de arte também colabora no desenvolvimento infantil: “A criança se torna mais disciplinada, responsável, se expressa melhor e desempenha o raciocínio de maneira mais adequada. A dança é uma das manifestações artísticas mais completas, pois através da expressão corporal o indivíduo expõe todos os sentimentos e libera as preocupações”, afirma.

Por conseqüência, ela diz que as crianças sentem-se mais motivadas e menos agressivas e o rendimento escolar, fator imprescindível ao ingresso na ONG, aumenta. Grande parte dos participantes do projeto não fez nenhum curso técnico em dança, mas aprendeu no Vivarte como praticá-la.

O próximo objetivo do projeto é a formação de um grupo técnico registrado pelo MEC, com aulas de anatomia, cenografia, música, entre outras. Cláudia procura ensinar as monitoras como liderar a ONG: “Eu estou passando tudo a elas, pois se um dia eu não puder mais guiar o projeto, eu terei pessoas capacitadas para tanto”.

Para maiores informações, basta acessar ao site www.institutovivarte.com.br.

Alunas do projeto durante ensaio para apresentação

Peixe no Prato

Lucia Pallone gosta de um bom peixe

Programa da Secretária Especial da agricultura e Pesca incentiva o aumento de consumo de peixe

 

Uma pesquisa realizada pela Secretaria Especial da Agricultura e Pesca (SEAP), aponta que o brasileiro consome em média 7 kg de peixe ao ano, 5 kg a menos que o indicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que é de 12 kg ao ano.

Para a nutricionista Mara Ligia Biazotto Bachelli, essa média de 12 kg ao ano pode ser facilmente atingida se o brasileiro aumentar o consumo de carne branca para duas a três vezes por semana.  A nutricionista ainda relaciona o consumo de peixe com os das outras carnes. “No Brasil, o consumo de peixe representa 5% do consumo total de carne, já os bovinos representam 39% e as aves 43%”.

E em relação a esses índices, Mara explica que pode ser por vários aspectos, como por exemplo, o medo que as pessoas tem de comprar a carne de peixe sem saber a procedência, a baixa disponibilidade de algumas espécies durante todo o ano e a falta de estrutura de alguns locais de comercialização.

Além disso, a carne de peixe é normalmente  mais cara que as outras carnes. Esse  é problema apontado por Lucia Pallone, 74. A aposentada garante que gosta muito de peixe, mas que não compra mais por questões econômicas. “O peixe é um alimento muito caro, não é possível comer todos os dias. Além disso, eu não tenho muito conhecimento dos cuidados na hora da compra”.

E Lucia ainda garante que quando compra o peixe fica em dúvida de qual a forma certa de armazenamento da carne. Uma situação que pra ela os donos de peixaria também enfrentam. 

Na tentativa de solucionar esses problemas e ajudar no incentivo do consumo de peixe, a nutricionista dá importantes dicas sobre os benef´cios nto traz para a saúde; e a melhor maneira de armazenar a carne. “Estudos realizados ao longo do tempo mostram que os peixes têm grande importância na prevenção de doenças cardiovasculares e no aumento da qualidade de vida das pessoas. Alguns peixes são ricos em ácidos graxos ômega 3, um tipo de gordura excelente para a saúde, pois diminui o LDL colesterol”. 

Em relação ao cuidados na hora da compra, a nutricionista dá a dica de que o ideal é que a comercialização aconteça em temperatura controlada, isto é, refrigerado ou congelado. Quando o peixe é fresco um teste fácil, e que nunca falha, é apertar o peixe com os dedos. Se estiver fresco, a área comprimida volta rapidamente ao seu lugar, se demorar a voltar, significa que a carne não está ideal para o consumo.

50 anos de pura risada!

A comédia Stand-Up é produzida no Brasil há quase 50 anos, mas foi de alguns anos para cá que esse gênero virou febre entre os jovens e se firmou como grandes produções.

 Por Débora Barduchi

Bom, divertido e barato. Essas são as principais características de uma produção de comédia Stand Up. Esse gênero teatral vindo dos Estados Unidos virou febre entre o publico jovem do Brasil que busca opções descontraídas e de fácil acesso para se divertir.

Na era da geração Y, a veiculação de informações pela Internet e o aumento do apoio dos produtores teatrais para esse tipo de espetáculo possibilitaram os vários grupos teatrais de Stand Up e seus derivados. 

Um dos mais conhecidos aqui no estado de São Paulo é o Clube da Comédia, com atores que dividem entre si as produções para criar e apresentar piadas no estilo de Stand Up.  Já a Terça Insana e os Melhores do Mundo  não são considerados grupos de Stand Up porque os atores representam personagens, diferente do que acontece com o Clube da Comédia, em que o ator é ele mesmo, apresenta-se de cara limpa.

Além disso, de um ano pra cá, a produção do programa CQC, com vários comediantes de Stand Up, colaborou para que o gênero ganhasse maior divulgação e permitisse que alguns comediantes se apresentassem sozinhos, como nos Estados Unidos.

Por Dentro da Produção

Um gênero diferente de humor que atrai uma legião de fãs por teatros do Brasil à fora. O Stand-Up Comedy é um espetáculo executado por apenas um comediante que se apresenta geralmente em pé (daí o termo Stand-Up), sem acessórios, cenários, caracterização, personagem ou recurso teatral. É o que alguns profissionais, como o produtor Sandro Morgado, chamam de humor de cara limpa.

Com raízes no entretenimento popular como o teatro de revista e os monólogos humorísticos, o Stand-Up teve suas primeiras apresentações em palcos estadunidenses. Os atores, na época, trabalhavam como mestres de cerimônias e deveriam entreter o público entre os intervalos de outras apresentações.

Mas porque esse aumento na procura de comédia Stand Up?
Quem responde é o comediante Oscar Filho, repórter do CQC:

No Brasil, o gênero se estabeleceu na década de 60 com José Vasconcelos. Mas foi com os atores Chico Anysio e Jô Soares que o Stand-Up ganhou forma e recebeu o estilo parecido com o que é visto hoje.

Veja no áudio abaixo opiniões sobre a produção do Stand Up com o comediante Oscar Filho e os produtores  Caio Arbex e  Sandro Morgado

Fazer comédia é uma arte que vem sendo aprimorada cada vez mais por atores competentes que sabem que fazer rir é uma ótima opção de como viver a vida.