Lilian Jacob
Redação 03
Memória Inanimada”, documentário da produtora Contra Produção, lançado em junho último, é uma prévia para longa metragem que a empresa espera produzir em 2009. O documentário fala sobreos sobreviventes da rebelião de presos de 1952, que aconteceu na Ilha Anchieta, localizada em Ubatuba, litoral norte de São Paulo e que foitransformada em Parque Estadual em 1977.
Pedro Graton, diretor geral do documentário e integrante do Contra Produção teve como incentivo para fazer o documentário ashistórias publicadas no livro Ilha Anchieta ,Rebelião Fatos e Lendas, do Tenente Samuel.
O documentário teve como motivo registrar a memória das pessoas que tiveram ligação com a Ilha e principalmente da Rebelião que ocorreu em 1952 ,o preso Álvaro da Conceição Carvalho Farto, o “Portuga”,arquitetou a fuga dos detentos durante um ano. A rebelião ocorreu em
20 de junho, dia em que a barcaça “Ubatubinha” levaria mantimentos para a ilha.
A necessidade de registrar as memórias das pessoas ligadas a Ilha e principalmente à Rebelião ocorrida em 1952 foram motivos que levaram a produtora a fazer o documentário.
Porém, sempre existem obstáculos e neste caso não foi diferente, principalmente quando se trata dos documentários feitos no Brasil.
“Qualquer um que se atreva a fazer cinema independente no Brasil irá enfrentar diversos obstáculos.O principal para nós foi a falta de dinheiro, mas como tudo na vida, demos um jeito, pegamos alguns materiais emprestados, para outros fizemos uma “vaquinha” e assim conseguimos juntar todo o equipamento necessário para a realização do vídeo.”
A distância e o isolamento da ilha também foram obstáculos para a produção do documentário, que é uma prévia de um projeto para 2009 e ainda precisa de apoio e patrocínio.
Agora Graton está empenhado em produzir um longa metragem sobre essa história.
“O documentário serviu para um primeiro contato com os entrevistados,para que toda a equipe conhecesse a ilha e também para alguns testestécnicos e composição da trilha sonora”

Benedito Moraes de Faria
novembro 23, 2011
Torço pelo sucesso de Pedro Graton. Falar daquele paraíso chamado “Ilha Anchieta” é falar do Criador. Morei no Eden nos anos de 1949/1950 e, depois, em 1954/1955, quando o presídio teve suas portas fechadas.
Felizmente não “participei” do levante, mas ouvi muitas histórias pertinentes ao fato.
Em tempo: meu pai pertencia à Força Pública do Estado de São Paulo e esteve destacado na Ilha nos períodos acima.