Mirante do Castelo: a sétima maravilha de Campinas

Publicado em setembro 21, 2009 por

3


Visitação está fechada para reforma por tempo indeterminado

Por Erick Julio e Marcello Carvalho

Você sabia que a Torre do Castelo foi eleita uma das Sete Maravilhas de Campinas? Mas o que é a torre? Quando ela foi construída? Com que função? O que tem lá dentro hoje? Fomos até ela para descobrir a origem e a utilidade que este monumento tem para Campinas.

Mirante do Castelo

Mirante do Castelo

A idéia da construção do Mirante do Castelo surgiu nos anos 30, quando o urbanista paulistano Francisco Prestes Maia – que mais tarde se tornaria um dos prefeitos de São Paulo – foi contratado pela Prefeitura Municipal de Campinas como consultor do plano viário da expansão da cidade. A principal proposta foi a expansão da Avenida Andrade Neves, que até então se estendia somente da estação ferroviária (atual Estação Cultura) até a antiga rodoviária.

O plano inicial era prolongar a avenida até o alto do loteamento Jardim Chapadão, que chegaria até uma rotatória onde seria construído um obelisco. No entanto, paralelo a esses acontecimentos, o Departamento de Água e Esgoto de Campinas, hoje a Sanasa, estava elaborando um plano, que visava solucionar o abastecimento de água em dois novos bairros, o Jardim Botafogo e Guanabara. Para isso era necessária a construção de um reservatório de água no alto do Jardim Chapadão.

Vista do Mirante

Vista do Mirante

Juntando os dois projetos, Prestes Maia concordou em substituir o obelisco pelo reservatório, mas com uma única reivindicação, que tivesse forma e estilo singular e que pudesse ter na parte superior um mirante. A construção do mirante marcou a história daquela área, que antes pertencia ao Jardim Chapadão, e acabou se transformando no bairro do Castelo.

Existe uma semelhança da rotatória onde está o Arco do Triunfo em Paris com a rotatória onde se localiza a Torre do Castelo, que recebe o trânsito de meia dúzia de vias (começam e terminam nessa rotatória: Av. Dr. Alberto Sarmento, R. Santo Antônio Claret, Av. João Erbolato, Av. Francisco José de Camargo Andrade, R. Oliveira Cardoso e a Av. Andrade Neves que está dos dois sentidos), em todas as direções. Na época em que foi feita, representava um avanço co vistas à expansão da cidade de Campinas para o norte, de acordo com o plano urbanístico de Francisco Prestes Maia.

Bairro Castelo

Bairro Castelo

Hoje, ela é administrada por uma empresa terceirizada pela Sanasa, e possui dois fiscais que cumprem o expediente na torre diariamente. Um deles é Luis Hermes da Conceição, de 54 anos, que trabalha na torre há três. Luis conta qual é a função da torre hoje: “Aqui atualmente é o museu da Sanasa, o Mirante e o estúdio de transmissão da Rádio Educativa, só que essa questão do Mirante, no momento está sem visitação por motivo de reforma”.

O estúdio da Rádio Educativa não tem nada a ver com a administração da torre, a rádio observou que havia a possibilidade de instalar o transmissor na torre e alugou o espaço com mesanino para o estúdio .

A estrutura da torre funciona da seguinte forma: a portaria no primeiro andar com o estúdio da rádio no mesanino. No segundo andar está o museu da Sanasa e no terceiro o Mirante, que tem um formato redondo onde dá para ver toda a cidade. Entre os pontos turísticos de Campinas que podem ser obeservados estão: a avenida Andrade Neves, A Escola de Cadetes e antiga estação de trem da cidade, a FEPASA.

O museu da Sanasa expõe algumas peças antigas da empresa que serviam para abastecer a cidade no século XIX. Luis da Conceição explica melhor: “São as peças que foram usadas no saneamento básico da cidade e na distribuição de água também”

No momento, o museu está em reforma e com aparência de abandono (veja a foto abaixo) e por isso a visitação na torre está suspensa, mas ela normalmente acontece aos sábados e domingos das 16 às 20 horas, e é muito visitada inclusive por grupos de turistas estrangeiros, conta Luis: “Bom, pelo interesse que as pessoas demonstram de subir aqui na torre eu acredito que seja interessante. É uma coisa de expressão cultural pra cidade, pois vem pessoas de outro estado e até de outro país. Nós temos um livro de visitas e tem muitos registros de pessoas de outro país”.

Ainda não há um prazo definido para a abertura para visitação do Mirante.

 

 

Publicado em: CIDADES, CULTURA