Mulheres na luta

Para estas eleições, apenas um dos 27 partidos de Campinas conseguiu atingir a cota de 30% de mulheres dentro do número total de candidatos, prevista na Lei Eleitoral. Ao todo, as mulheres são 22% do total de concorrentes à Câmara de Campinas.

 

Prova da pequena participação feminina na política campineira é o número de mulheres da Câmara da cidade: do total de 33 vereadores, apenas 2 são do sexo feminino. Marcela Moreira (PSOL) e Teresinha de Carvalho (PSB) representam 6% das cadeiras da Câmara.

O cientista político da Unicamp, Valeriano Mendes Ferreira Costa, afirma que a participação feminina na política é muito inferior à participação das mulheres na sociedade de uma forma geral. Segundo ele, no campo da educação, por exemplo, a mulher chega a ter um “perfil educacional superior ao do homem”.

 

Valeriano afirma ainda que não há qualquer restrição à participação das mulheres na política, mas que o ambiente é, ainda, masculino. “Os requisitos para atuação na política são muito exigentes e cobram muito da mulher. Ela não consegue gerenciar esses dois mundos: o mundo do lar – da maternidade, por exemplo, da responsabilidade com a casa – e o mundo da política. Enquanto o homem, na sociedade mais machista, pode se isentar totalmente dessas relações, dessas atividades”, explica.

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