Cinema de graça passa por Americana e segue para Assis

Tenda do Cine Tela Brasil

Tenda do Cine Tela Brasil

O Cine Tela Brasil, que leva cinema de graça para população que não tem acesso às salas convencionais, deixou Americana (SP) na última semana e partiu para Assis (SP), onde as exibições iniciam-se dia 2 de outubro.
Os filmes exibidos em Americana foram, O Mundo em Duas Voltas documentário da família Schürmann, que repetiu em 1997 o trajeto feito pelo capitão português Fernão Magalhães em 1519, que na contramão das grandes navegações acabou provando que a terra era redonda; Cidade dos Homens, filme baseado na série homônima da Globo, que mostra a adolescência dos amigos Acerola e Laranjinha em uma favela do Rio de Janeiro, e com duas sessões diárias o filme Tainá 2, filme do diretor Mauro Lima, com mensagem ecológica, mais voltada para as crianças.
Com entrada gratuita, o local conta com aparelhagem de última geração ar condicionado, projeção cinemascope, som stereo surround e tem 225 lugares. As exibições alcançam taxa de ocupação de 86,5% e em Americana não foi diferente. O projeto surgiu em 1996, a partir da idéia do casal de cineastas Luiz Bolognesi e Laís Bodanzky (Bicho de Sete Cabeças), ainda com o nome de Cine Mambembe, época em que o equipamento de som, tela, e filmes cabiam na caçamba da caminhonete. De janeiro a agosto de 1997, Laís Bodanzky e Luiz Bolognesi realizaram uma viagem exibindo curta-metragens brasileiros em praças públicas pelo interior do Brasil.
Nessa primeira fase, foram quase 15.000 quilômetros, numa viagem que começou em São Paulo, passou pelo sul da Bahia, Chapada Diamantina, rio São Francisco, sertão de Alagoas, Pernambuco, Piauí, Maranhão, Tocantins e terminou na Amazônia, com uma sessão no assentamento do MST da Fazenda Macaxeira, onde houve o massacre da curva do S, na qual 19 trabalhadores sem terra foram mortos pela policia militar do estado do Pará.
A viagem foi feita numa Saveiro que levava um projetor 16mm, uma tela de 1,80m X 2,20m, equipamento de som e um gerador. O Cine Mambembe passou por muitas comunidades que não tinham luz elétrica, inclusive algumas aldeias indígenas, como a dos pataxós na a Bahia e dos kraó, em Tocantins. A viagem foi toda documentada em vídeo e deu origem ao documentário, Cine Mambembe – O cinema descobre o Brasil.

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