Entre nessa onda

Nayla Toretta
Redação 01

Os oceanos cobrem 71% da superfície da Terra e são fundamentais para todas as formas de vida que nela habitam. Se os oceanos não são bem cuidados, o planeta inteiro sofre.  O Greenpeace Brasil não está contente com o cuidado que o governo brasileiro dedica ao mar e acredita que não há hoje no país uma gestão adequada a esse tema. O que existe é uma mistura de órgãos governamentais que não priorizam os oceanos. Então como resolver as questões de aquecimento global, pesca predatória e falta de áreas marinhas protegidas? O Greenpeace defende que 40% dos oceanos sejam decretados Áreas Marinhas Protegidas (AMPs) e por isso criou o projeto Entre Nessa Onda, que busca, entre outras coisas, estimular os principais atores nacionais a discutir a criação de uma Política Nacional de Mudanças Climáticas e de uma Política Nacional de Oceanos. 
Manifestação em Ubatuba/SP

Manifestação em Ubatuba/SP

Os setores que mais se relacionam com a questão são a Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca (Seap), o IBAMA e o Ministério do Meio Ambiente (MMA). Porém, Segundo Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de oceanos do Greenpeace, eles têm funções e atribuições mal ordenadas e sobrepostas. O Plano Nacional de Áreas Protegidas (PNAP), que se encontra em processo de implantação desde o início de 2008, estabeleceu metas para os ambientes marinhos, a serem implementadas até 2012, indicando 102 áreas prioritárias. 

Para enfrentar o aquecimento global, o governo federal e o MMA vêm esboçando uma atuação nacional e internacional sobre a formulação de uma Política Nacional de Mudanças Climáticas, mas isso não responde os problemas dos oceanos. “Temos de implantar as unidades de conservação marinha, criar um corpo de fiscalização decente e, principalmente, conferir maior organicidade para executar a gestão ambiental”, afirma José Truda Palazzo Júnior, presidente no Brasil da Coalizão Internacional da Vida Silvestre (IWC-Brasil). Paula Moraes Pereira, analista ambiental do MMA, diz que a resolução 03/2006 da Comissão Nacional da Biodiversidade (CONABIO) aprovou a necessidade de se aumentar para 10% de áreas marinhas e costeiras protegidas e 10% de unidades de proteção integral e ou áreas de exclusão de pesca. Hoje, menos de 1% do litoral brasileiro é composto por áreas de proteção. Por esse motivo, o Greenpeace defende a criação de uma Política Nacional para os Oceanos, necessária para regulamentar e ordenar as prioridades brasileiras.  

Nos próximos anos, o Greenpeace busca realizar ações de conscientização da sociedade e unir esforços com as entidades que, hoje, atuam nessa área. A organização também acredita que será possível dialogar com as esferas de governo e reverter o atual quadro de desconhecimento, inação e descaso que toma conta dos mares nacionais.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s