1,5 milhão é afetado pela Síndrome do Intestino Irritável

Stefânia Bueno

Redação 02

A síndrome do Cólon Irritável, também conhecida como a Síndrome do Intestino Irritável é uma doença comum, mas que poucas pessoas têm conhecimento. Uma doença do sistema digestivo que pode atingir tanto o intestino grosso, quanto o delgado e que causa inflamações e úlceras. A síndrome afeta entre 15% e 20% da população ocidental e, nos Estados Unidos, é a segunda causa mais freqüente de falta ao trabalho.

No Brasil estima-se que o problema afete mais de 1,5 milhão de pessoas, no qual as mais atingidas são as mulheres, em uma proporção de 59% contra 41% dos homens, segundo o professor de medicina da Unicamp e gastroenterologista Rogério Antunes Pereira.

“Nessa disfunção, acontecem contrações musculares e movimentos intestinais irregulares, que provoca um acúmulo de muco e toxinas no intestino”, diz o médico.

Os sintomas mais freqüentes da síndrome são cólicas abdominais, diarréia, náusea, flatulência e intolerância a certos alimentos. Outro fator que contribui para o desenvolvimento da síndrome é ter tido uma diarréia infecciosa.

 No entanto, para Antunes, o mais grave da doença é o fato do organismo perder a capacidade de absorver os nutrientes, principalmente os aminoácidos.

 Segundo o gastroenterologista, não existe um exame laboratorial que diagnostica que o paciente tem a síndrome do intestino irritável, pois não se encontra evidência de alteração orgânica. “O relato dos sintomas do paciente para o médico é o que vai diagnosticar de fato se a pessoa possui ou não a doença”, afirma o especialista.   

Segundo Antunes, há uma relação direta entre o cérebro e o sistema nervoso autônomo que controla a musculatura intestinal e devido a isso os sintomas podem exercer um efeito perturbador na vida particular e profissional da vítima.

“O paciente tem tendência a ter desprazer em fazer determinadas coisas que fazia antes quando não possuía a síndrome, ela se torna uma pessoa insegura e às vezes leva até a depressão”, diz o médico.

Há trabalhos científicos que confirmam a relação da Síndrome do Intestino Irritável com alterações psicológicas. Por isso, hoje a doença é cada vez mais estudada como uma patologia que exige cuidado multidisciplinar.

Mas o mais importante, segundo Antunes, é obter uma relação próxima entre médico e paciente, que tem como objetivo criar um vínculo positivo com o paciente, que servirá como base na melhora do tratamento e na abordagem terapêutica.

Outro fator importante ao fazer o tratamento é a de o paciente ter uma alimentação adequada, e deixar de lado certos alimentos que não o fará bem como, leguminosas (ervilha, grão- de- bico, feijão, repolho, batata doce) e lactose, que são os que mais causam gases. “Isso não quer dizer que todos esses alimentos fazem mal para o paciente, é importante deixar claro que varia de pessoa para pessoa, ou seja, pode ser que para uma doente a ervilha não seja boa, mas se ela come feijão e não faz mal, não tem por que tirar da dieta”, afirma o gastroenterologista.

Assim, o controle dos sintomas da SII pode ser feito por meio de dietas específicas e com medicamentos que controlam os movimentos intestinais, aliviando a dor e desconforto abdominal. 

A Síndrome do Intestino Irritável é uma doença que não tem cura, por isso ela precisa estar em constante tratamento para que seja amenizados a dor e desconforto que a pessoa sente.

A classe de medicamentos mais utilizada para controlar os sintomas da SII são os antiespasmódicos, entre eles estão o brometo de pinavério e a mebeverina.

 Segundo Antunes, esses medicamentos atuam não só na melhora da dor, sintoma mais freqüente dos pacientes com SII, como também regulam o funcionamento intestinal, tanto de pacientes com predominância de constipação, quanto de diarréia, e até aqueles que apresentam os dois sintomas simultaneamente. Os antiespasmódicos melhoram também o meteorismo e a distensão abdominal, sintomas que tanto incomodam estes pacientes. 

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