Trabalho voluntário é diferencial no mercado

Cristiano Meibach com as crianças da creche Lar Esperança

Cristiano Meibach com as crianças da creche Lar Esperança

 

Vanessa Pacheco

Redação 02

 

O trabalho voluntário cresce a cada ano no Brasil. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), o Brasil contava em 2005 com mais de 19.7 milhões de voluntários, sendo 53% homens e 47%, mulheres. Em Campinas, somente entre as 101 entidades filiadas à Fundação das Entidades Assistenciais de Campinas (FEAC), existem cerca de três mil cento e oito voluntários, das quais aproximadamente dois mil são do sexo feminino e novecentos do sexo masculino.

O discurso do bem psicológico, emocional e pessoal que o voluntariado proporciona é indiscutível. Mas, o que dizer quanto aos benefícios profissionais e sobre as características positivas que são acrescentadas no perfil e no currículo de um indivíduo que atua sem fins lucrativos numa instituição?

De acordo com a gestora de Recursos Humanos da Fundação das Entidades Assistenciais de Campinas, Maria José Fonseca, além de ajudar a comunidade, o voluntário agrega pontos profissionais no momento da seleção para um emprego. “É possível perceber nos voluntários, senso de responsabilidade, iniciativa, habilidade para administrar o tempo e capacidade de trabalhar em equipe, um diferencial difícil de encontrar em um profissional comum”, ressalta.

Segundo a gestora, este pode ser, por exemplo, um fator de desempate. Hoje nos processos de seleção a competência técnica não é mais o fator de maior peso. Muitas empresas estão levando em conta atitudes que mostrem o caráter solidário e comportamentos que indiquem comprometimento com a sociedade. “O mecanismo e a prática da rotina de trabalho da empresa pode ser adquirido, e, portanto, transformada ou aumentada com investimentos a curto ou longo prazo. Já as questões comportamentais, em alguns casos, são impossíveis de serem transformadas”, afirma.

Como responsável pela contratação de novos funcionários e operadores da empresa em que trabalha, Maria José assume seu posicionamento a favor dos voluntários. “No momento de optar por um ou outro candidato, o diferencial competitivo me chama a atenção, mas no meu ponto de vista o envolvimento com questões sociais e o desejo de contribuir para um mundo melhor vale muito mais”.

Cristiano Kalil Meibach é um exemplo de que o “ser voluntário” faz toda a diferença. Ele conseguiu ser selecionado para trabalhar no Museu de Ciências da Unicamp devido ao fato de ter atuado voluntariamente durante quatro anos consecutivos, todas as sextas-feiras na creche Lar Esperança na cidade de Vinhedo. De acordo com Cristiano, um dos pré – requisitos para a escolha do candidato era a exigência de que o concorrente a vaga mostrasse, através do currículo, atividades que afirmassem a preocupação com o próximo e uma visão crítica, com ações que pudessem ajudar a transformar a realidade do país.

“Hoje, a maioria é capaz de ter conhecimentos técnicos e informações abrangentes. O diferencial agora é como se posicionar e o que fazer para que as coisas comecem a tomar rumos diferentes e melhores”, ressalta Maria José.

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