Descarte de lixo eletrônico é inadequado

Fernanda Benites

Redação 06

Falar hoje em dia sobre os riscos do lixo eletrônico é a mesma coisa que falar sobre um monstro invisível. Muitas pessoas desconhecem as substâncias tóxicas, algumas encontradas em diversos produtos comuns de uso domésticos, como as pilhas e baterias de pequeno porte. Aquelas que sabem o mal que os componentes desses produtos causam, não fazem o descarte apropriado. Esses produtos contêm metais pesados como o cádmio, níquel, lítio, etc.

Segundo estimativas da organização não governamental Greenpeace, a população mundial produz anualmente 50 milhões de toneladas de lixo eletrônico, entre eles computadores, celulares, eletroeletrônicos e eletrodomésticos. Muitos desses, ao invés de serem reaproveitados, vão parar nos aterros sanitários comuns, algo alarmante pelo risco que eles apresentam.

O engenheiro Eduardo Frediani explica, “Na maioria dos casos a contaminação se dá através dos descartes inadequados em áreas não impermeabilizadas para receber tais metais. Com a percolação destes pelo solo, ao atingir o lençol freático contaminam a água, na qual podem ser usados para tratar animais como o gado ou na irrigação de hortifrutas os quais ingeridos pelo ser humano causam doenças cancerígenas, de pele e podendo até afetar o sistema nervoso”.

O bióxido de manganês usado em pilhas alcalinas, por exemplo, provoca ao ser humano anemia, dores abdominais, vômitos, crises nervosas, dores de cabeça, seborréia, impotência, tremor nas mãos e perturbação emocional. Algumas empresas atualmente recolhem pilhas e baterias usadas para fazerem o descarte correto, mesmo assim algumas pessoas ainda jogam esses produtos no lixo comum.

A vendedora Camila Sanches assume saber que pilhas e baterias são prejudiciais ao solo, porém não faz o descarte corretamente mesmo conhecendo lugares que recolhem esses produtos.“Eu sei que pilhas e baterias poluem de alguma maneira, mas é que, às vezes, a gente não tem muita dimensão do quanto, e que mal vai causar pra gente, também não temos muita informação sobre isso”, comenta. Assim como Camila, muitos brasileiros não têm consciência que pequenas ações, como o de jogar pilhas em locais apropriados, ajudam  a combater os problemas do e-lixo, o lixo eletrônico.

Frediani faz uma observação sobre a única resolução brasileira sobre a questão do lixo eletrônico: “Pela Resolução 257 do CONAMA, (Conselho Nacional do Meio Ambiente) indústrias são obrigadas a receber baterias usadas, encaminhando para um aterro controlado ou reciclagem. Só que o consumidor não é obrigado entregá-las, daí o baixíssimo índice de devolução”.

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