Horário de verão chega para dar mais disposição

Karol Rabello

Redação 01

 

Desde a meia noite de anteontem as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do País acordaram com uma hora a menos no dia. A perda se deve à 35ª edição do horário de verão, que se encerrará à zero hora do dia 14 de fevereiro de 2009. Os dias passam a ser mais longos, há economia de energia e, conseqüentemente, mais opções de lazer.

O estudante de Administração Eduardo Rodrigues diz que se adapta facilmente à mudança no relógio, mesmo tendo que acordar cedo para pegar o ônibus fretado rumo a São Paulo. “Acordo todo dia às 5h45 e meu corpo já está acostumado com esse ritmo. Claro que no início tenho a sensação de ter dormido menos, mas logo me acostumo”.Apesar disso, ele diz preferir esse horário. “Como saio por volta das 18 horas do trabalho e vejo que ainda está bem claro, tenho a sensação de ter saído mais cedo, o que me dá mais disposição para sair com a namorada e aproveitar o sol, o que não consigo ver no horário normal” afirma.

Segundo o médico Marcio Bove Mitsche, a sensação de dia mais longo traz benefícios á saúde. “Sentir que o dia tem um rendimento maior, dá mais disposição para realizar atividades físicas, pois o organismo sente a necessidade de estar ativo para acompanhar o dia”.

Mas nem todos pensam assim. É o caso do dono de uma padaria, Alceu Francisco dos Santos Gomes. Ele alega que a mudança de horário traz transtorno à sua vida. “Acordo todo dia às 5h30 e com o horário de verão preciso dormir mais cedo, mas nem sempre consigo”, justifica. Ele diz se sentir muito cansado e tem a sensação de ter dormido pouco. “Por mim, não teria essa mudança no horário. Aliás, muitos fregueses também não gostam. Acho que é porque eles têm que levantar mais cedo”, alega.

Apesar de muita gente não se acostumar com a mudança, ela se faz necessária, pois alivia o carregamento dos sistemas de transmissão e distribuição de eletricidade, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde o consumo é maior.

No ano passado, o Brasil registrou uma economia de R$ 10 milhões com o horário de verão, menor do que nos anos anteriores, quando a redução dos gastos com energia elétrica foi em média de R$ 40 milhões. De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), isso ocorreu porque houve poucas chuvas no fim do ano e, com isso, o País teve que acionar usinas termelétricas, mais caras do que as hidrelétricas geralmente usadas.

Para esta edição, o Governo Federal espera que haja uma redução de 4% a 5% no horário de pico, o que equivale a uma economia de 2 mil MWh, o suficiente para abastecer uma cidade, ou um Estado, com seis milhões de habitantes.

A CPFL Piratininga, que distribui eletricidade em 27 cidades (incluindo a região de Sorocaba e Jundiaí), estima uma economia de 28.625 MWh (0,71%), suficiente para atender uma cidade de médio a grande porte, por um período aproximado de cinco dias.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s