FICC faz com que artistas realizam seus projetos

Camila Dantas

Redação 3

 

Grupo Instiga usa apoio para produzir albúm

Grupo Instiga usa apoio para produzir albúm

 

O FICC (Fundo de Investimentos Culturais de Campinas) investe R$1.500.000,00 para financiamento de produções culturais em Campinas e com ele muitos artistas conseguem realizar seus projetos. Esse é o caso de Gabriel Duarte, do grupo Instiga, que inscreveu o projeto de gravação do terceiro álbum, Tenho uma banda na segunda edição do edital do FICC. O apoio do Fundo foi utilizado para a produção e gravação do mais recente álbum da banda. “Sem esse apoio, o terceiro disco não existiria. Além disso, conseguimos fazer um álbum com nível de produção excelente”, conta o integrante Gabriel Duarte.

 

Com apoio do FICC, Jésus Sêda também realizou o projeto, que idealizava há 23 anos, de uma peça de teatro onde uma marionete motorizada atua ao lado de um ator. Com o financiamento, ele conseguiu montar a marionete, o rádio que a controla, o mecanismo que faz ela ficar pendurada e se mover, o cenário e o figurino. A peça Dora, dourada mostra de um jeito descontraído a gravidade dos problemas ambientais e a importância da amizade, tendo como atriz principal a peixinha motorizada Dora.

 

Em troca do apoio, os contemplados doam seus produtos ou fazem atividades gratuitas para a população. O grupo Instiga, por exemplo, doou 10% dos CDs produzidos, fizeram dois shows de lançamento gratuitos e uma palestra sobre produção musical independente também gratuita. Jésus também apresentou a peça em escolas publicas. “A idéia é levar cultura para quem não tem acesso fácil”, explica o produtor da peça.

 

Gabriel Duarte, da Instiga, acredita que um dos pontos positivos é que para escrever os projetos os proponentes entram em contato e entendem vários níveis de planejamento e produção. Mas mesmo sendo contemplados os proponentes não vêem só qualidades no FICC. Duarte acredita que a coordenação esta muito desorganizada, principalmente na área de música e que a burocracia atrapalha os responsáveis pelos projetos. “Existe burocracia descabida e questões mal colocadas que acabam por desnortear quem escreve o projeto”. A funcionaria do FICC, Euridice Palma, explica que “Trata-se de verba pública em relação à qual devem ser prestadas contas ao final do projeto, que comprovem a correta destinação da mesma” e acrescenta que a burocracia é semelhante a de todos os editais de cultura. Em relação a desorganização, Eurídice acredita que tais situações podem ser discutidas junto ao Fórum Municipal de Cultura.

 

 

 

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