Escola em Tempo Integral requer investimento em estrutura e capacitação

Bruna Lidiane 

Redação 06

Desde 2006, o governo do Estado de São Paulo desenvolve nas escolas da rede pública o Projeto Escola em Tempo Integral, em que alunos do ensino fundamental, que corresponde às séries de primeira à oitava, ficam nove horas por dia tendo aulas tradicionais e atividades extracurriculares. No entanto, programas como este devem ter um investimento eficaz em estrutura física e capacitação dos professores e funcionários.

De acordo com a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, o programa atende atualmente 469 escolas em várias cidades da capital e do interior do estado. A escola estadual Dr. Coriolano Burgos, localizada na cidade de Amparo, é uma delas.  Além das disciplinas do currículo básico, os alunos participam de atividades como orientação para estudo e pesquisa, hora da leitura, informática educacional, experiência matemáticas, espanhol, atividades esportivas e motoras, atividades artísticas, saúde e qualidade de vida, filosofia e empreendedorismo social. As aulas são divididas em dois turnos, com intervalos para três refeições: café da manhã, almoço e lanche da tarde. A coordenadora do Ensino Fundamental desta escola, Sheila Silva, diz que esta é uma forma de tirar alunos da rua quando não estão no período escolar.

Para a pedagoga Luciane Oliveira, ao se instalar projetos educacionais nas escolas, o Governo deve oferecer estruturas físicas e capacitação dos profissionais que desenvolverão o trabalho para que este se dê de maneira séria, eficaz e apresente bons resultados. Luciane afirma que o problema muitas vezes não está na capacidade intelectual do professor, mas nas condições em que eles trabalham. “Os professores não têm condições de trabalhar 40 horas semanais, o trabalho deles não se resume apenas à sala de aula”, diz a pedagoga.

Os principais objetivos do projeto são promover a idéia de escola inclusiva, ampliando oportunidades e propiciando novas experiências. Além disso, o projeto prevê tanto a ampliação do espaço físico quanto a inovação de novas ações educacionais.

Luciane ainda ressalta a importância do projeto e que ele proporciona não só contato com o outro, mas experiência cultural para determinado grupo de aluno que não tem acesso à cultura. “As crianças mais pobres não têm acesso às aulas extras como os alunos das escolas particulares que freqüentam aulas de inglês, dança etc”, diz a pedagoga. Ela explica ainda que esta é uma forma de democratização das oportunidades culturais e não uma carga horária apenas para estudar. 

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