Daltonismo: Causas e conseqüências

Sandro Milani

Redação 01

O daltonismo atinge cerca de 9% dos homens, mas não traz grandes empecilhos na sociedade. A anomalia pode gerar alguma dificuldade em alguns cursos de graduação que trabalham com cores como arquitetura e artes visuais podem, porém esta condição não impede que as pessoas realizem esses cursos. Na PUC-Campinas, por exemplo, dentro das aulas de prática de formação, a professora de arquitetura Débora Pinheiro notou o aparecimento de 10 casos de daltonismo nos últimos 4 anos. “Alguns alunos falaram previamente quando eu falei das características e potenciais dos sentidos humanos, outros quando eu apresentei imagens, não reconheceram algumas cores primárias”, diz. Ainda de acordo com Débora, no último vestibular da PUC-Campinas, cerca de 27 alunos que se inscreveram para o exame se declararam daltônicos. Por conta desses números, a professora acha que os governantes deveriam conciliar informação através de cores com escrita; adotar padrão universal de sinalização, cores compatíveis e que não tenham ou possibilitem dubiedade de interpretação ou leitura.

 

Como identificar o problema

O daltonismo é uma condição transmitida geneticamente e de maneira bastante peculiar. No fundo do olho existem fotorreceptores, células que recebem, transformam e enviam a informação luminosa ao cérebro, chamadas cones e bastonetes. Na região central da visão prevalecem os cones, que são responsáveis pela percepção de cores e possuem pigmentos visuais distintos para as três cores primárias: vermelho, verde e azul. “Os daltônicos possuem defeitos nos cones, o que os faz perder a capacidade de identificá-las total ou parcialmente”, explica o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto. Todas as anomalias de verde e vermelho são herdadas num padrão recessivo, o que significa que aparecem quase que exclusivamente em homens. As mulheres são, na maioria das vezes, as portadoras do gene, explica o oftalmologista. “Com isso, elas têm visão para cores normais, mas seus filhos têm 50% de chance de manifestar a anomalia”. Um teste simples para identificar esse tipo de anomalia é o Teste de Ishihara, veja quadro abaixo. Muitas pessoas acreditam que os daltônicos só enxergam preto, branco e cinza, mas isso segundo Leôncio não é verdade, pois existem diversas formas de daltonismo, sendo que os 3 principais são: tricromatas, dicromatas e acromatas. Daltônicos tricromatas têm dificuldade para diferenciar tonalidades de uma mesma cor e cores próximas. É o que acontece com o estudante de engenharia Euler da Cunha, de 22 anos. “Confundo as cores muito parecidas, principalmente tons de azul e marron”, explica. “Pode ser que elas sejam completamente diferentes, mas para mim dá no mesmo”. Daltônicos que confundem duas cores primárias são classificados como dicromatas. Entre eles estão os que misturam o verde e o vermelho (e vice-versa) e, bem mais raros, os que confundem o azul com as outras cores básicas. Ainda mais incomuns são os daltônicos acromatas, que enxergam apenas preto, branco e tons de cinza.“Casos de acromatopia são raríssimos, cerca de um em cada 300 mil pessoas”, afirma Leôncio.

 

 

 

Teste de Ishihara:

Teste básico que visa identificar pessoas com dificuldade para distinguir cores e ao mesmo tempo saber se a pessoa é daltônica ou não.

 

 

 

Pessoas com Pessoas com visão normal enxergam o número 8.distúrbio para visão de cores verde e vermelha enxergam o número 3. Pessoas com total cegueira total para cores não enxergam nada.

Pessoas com visão normal enxergam o número 8.Pessoas com distúrbio para visão de cores verde e vermelha enxergam o número 3. Pessoas com total cegueira para cores não enxergam nada.

 

A maioria dos daltônicos com dificuldade pra distinguir o verde e o vermelho enxergam o numero 5. Pessoas com visão normal ou com cegueira para cores não lêem nada.

A maioria dos daltônicos com dificuldade pra distinguir o verde e o vermelho enxergam o numero 5. Pessoas com visão normal ou com cegueira para cores não lêem nada.

 

 

Um pensamento sobre “Daltonismo: Causas e conseqüências

  1. O meu comentário não tem nada a ver com o daltonismo. Temos um aluno na escola que quando perguntamos as cores para ele ele respoonde direitinho. Mas daqui a 2 ou 3 minutos, aoperguntar novamente, ele nomeia errado a maioria das cores. o que pode ser?

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