Minoria de jovens têm alimentação adeqüada

Stefânia Bueno

Redação 02

Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas educacionais (INEP) a cada 100 adolescentes, 97 precisam rever os hábitos alimentares.

Uma entrevista feita com 1.584 jovens (com idade entre 12 e 19 anos, nas cidades de São Paulo, Campinas e Botucatu) mostra resultados que são considerados alarmantes: apenas 3% dos adolescentes apresentaram uma dieta considerada saudável. Entre os entrevistados, 60% declaram não consumir nenhuma fruta. Na década de 1970, 4% dos adolescentes homens e 7,5% das adolescentes mulheres estavam acima do peso. Hoje essa taxa é de 18% e 15,5%, respectivamente.

A pré-adolescente Andressa Genari, de 13 anos, faz o estilo geração saúde. O segredo vem do berço. “Desde que a Andressa era pequena sempre procurei introduzir verduras, legumes e frutas no cardápio dela”, diz a mãe Miriam Genari.

Andressa é íntima de saladas e frutas e sabe o quanto é importante o consumo desses alimentos. “Procuro ter uma alimentação saudável por que gosto e me preocupo com a minha saúde”, afirma a menina.

A mãe de Andressa diz que os pais são como um espelho para os filhos, ou seja, se os pais têm hábitos alimentares saudáveis, os filhos também terão.

“Como toda criança Andressa gosta de comer um doce de vez em quando, mas sempre falei que é preciso saber dosar”, diz a mãe.

Duas coisas andam juntas para a boa saúde de Andressa: alimentação saudável e a prática de natação. “Pratico por dia mais ou menos 3 horas e preciso repor energia após os treinos, uma alimentação composta por carboidratos e proteínas”, diz Andressa. Refrigerantes? Hambúrguer? A menina come, mas nada de exagero e mesmo assim não abre mão de um bom prato de arroz, feijão, legumes, verduras e frutas.

Manuela Esteves, de 16 anos, vai pelo mesmo caminho. Filha de professores de Educação Física, ela pratica exercícios físicos 5 vezes por semana acompanhados por uma alimentação balanceada. “Adoro comer alface, beterraba, cenoura”, diz Manuela.

Frutas como banana, maçã e mamão estão entre os alimentos preferidos da menina, mas que nem por isso dispensa uma barra de chocolate.

“Alimento-me bem e por isso aos finais de semana me dou ao direito de comer um chocolate, bolo e até mesmo tomar refrigerante, pois sei que depois vou compensar na academia durante a semana”, afirma Manuela.

A professora de Educação Física e mãe de Manuela, Graciela Cristina Barros Esteves, diz que não deixa faltar na alimentação da filha grãos e cereais, considerados por ela, algo essencial na saúde de qualquer pessoa.

Graciela afirma que um bom café da manhã é muito importante e alimentos ricos em carboidratos e proteínas são indispensáveis nessa hora do dia. “Como educadora física tenho conhecimento dos problemas que causam uma má alimentação por isso sempre me preocupo com a alimentação dela, mesmo sabendo que ela tem um equilíbrio”, fala a mãe.

 

Resistir é difícil

 

Manuela e Andressa pertencem a uma minoria de pré-adolescentes que se preocupam com a saúde, com a alimentação e que realmente gostam de comer alimentos não muitos bem vindos para grande parte de meninos e meninas da mesma idade.

Para a nutricionista Adriele Rocha, crianças preferem alimentos como fast-food e doces pelo fato de serem industrializados e conter mais gordura na composição, o que deixa o alimento mais saboroso e palatável.      

“A criança precisa de exemplos e incentivo, se os pais se alimentam de maneira adequada e fornece alimentos nutritivos aos seus filhos, mostrando a importância dos mesmos, com certeza os filhos estarão de alimentando de maneira adequada”, afirma a nutricionista.

Uma dica é apresentar aos filhos alimentos saudáveis como algo bom, em pratos coloridos e atraentes. De acordo com Adriele, é na fase da adolescência que doenças como obesidade começam a se instalar em conseqüência da má alimentação. A obesidade infantil é uma doença que cresce cada vez mais. Atualmente cerca de 20% das crianças no Brasil são afetadas por esse mal. “Outras doenças como hipertenção, diabetes, doenças cardiovasculares, anemia, hipercolesterolemia, são adquiridas ao longo da vida devido à falta de bons hábitos alimentares”. Segundo Adriele, alimentação saudável é aquela que atende às necessidades nutricionais da criança.

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