PUC-Campinas sedia festival de arte popular

Ariana Gabriel e Luciene Sans
Do Redator on-line

“A PUC Central estará de portas abertas, na medida do possível, para a manifestação cultural aos sábados, porque é disso que a nossa cidade está precisando”, afirmou o professor e representante da comissão organizadora do evento, Paulo Cheida, durante a apresentação do 1º Festival de Arte e Cultura Popular, com o compromisso de que este será o primeiro de muitos eventos que ainda virão.

O festival, que aconteceu no dia 22 de novembro de 2008, foi aberto às 11h pelo coordenador do Centro de Cultura e Arte da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, José Donizeti de Souza, seguido pela apresentação do Pró-Reitor Paulo de Tarso Barbosa Duarte, que falou sobre a importância de mais uma vez a PUC acolher este tipo de evento cultural, além de mencionar a valorização que a arte e a cultura da região de Campinas passam a ter quando a “Pró Reitoria de Extensão expressa, por meio dessas iniciativas, o seu compromisso popular”.

Após a abertura oficial, foi exibida uma animação digital sobre o poeta Patativa de Assaré, premiada pelo Governo do Estado do Ceará e produzida pelo aluno do 2º ano de Artes Visuais da PUC-Campinas, Ítalo Maia. O evento seguiu com diversos tipos de manifestações culturais, como apresentações de dança de grupos folclóricos, performances, declamação de poesia, música e exposições de arte, que eram contempladas durante a passagem dos visitantes pelos pátios e salas da PUC Central.

Dentre os representantes de dança folclórica, apresentou-se o Centro de Tradições da Escola Preparatória de Cadetes do Exército, coordenado pela professora Maria Cristina Reis do Amaral Polezel, que afirmou que “a apresentação faz parte da nossa cultura, é um pouco do Brasil aqui em Campinas”. O grupo mostrou as danças típicas de várias regiões do País. Para Maria Cristina, a cultura popular não deve ser esquecida no cotidiano. “Não é somente dança, é música, declamação, interpretação, comida, bebida. São essas coisas que fazem com que tenhamos essa identidade como brasileiros”, afirma.

A declamação de poesia ficou por conta de Geni Fuzato Dagnoni, cujos versos abordaram o passado das ferrovias, com os vagões lotados e sua representação para a sociedade, enquanto mais música, dança popular e performances foram delegadas ao grupo Savuru, representando a descendência africana nas tradições brasileiras. 

O evento homenageou o artesão José Proteti, conhecido como “Gepetto” de Campinas, por suas construções de dezenas de brinquedos feitos em madeira, além dos fantoches de pano, de palha e papel marché, todos acompanhados por histórias inventadas ou colhidas pelo artesão na época em que viveu na roça.

Por fim, houve a inauguração da mostra “Folclore e Cultura Popular: impressões e vivência”, com obras dos artesãos de Campinas e do acervo do Museu Universitário, no espaço deste museu, e da exposição de gravuras dos alunos do 3º ano da faculdade de Artes Visuais da PUC-Campinas na Casa Azul.

O curador do evento, Paulo Cheida, mostrou-se otimista com a repercussão do Festival e pretende lançar este ano um livro sobre aspectos da arte e da cultura popular em Campinas, levando em conta as manifestações artísticas desse Festival, além de outras que ocorrem na cidade. “É de suma importância que a população tenha contato com a cultura popular para que ela não seja marginalizada e tenha seu merecido reconhecimento e sua desejada valorização, afinal, não existe cidadania se não tiver a cultura envolvida e o respeito à sensibilidade”.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s