Cosplayers em Campinas

Por Alessandra Grisi
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Pessoas que se fantasiam inspirados em desenho japonês se reuniram duas vezes este ano.

Heróis, vilões, princesinhas, príncipes. Desenhos e personagens do mundo fictício ganham vida. A prática do cosplay (fantasia) consiste na arte de Otakus (fãs de desenhos animados) se caracterizarem de personagens e criarem breves apresentações. Essa cultura de influência japonesa é tendência no Brasil. Os maiores eventos chegam a reunir até 40 mil pessoas, segundo o site www.cosplayerbr.com.br. Em Campinas se realizaram duas edições. A primeira o tema foi os personagens dos Estúdios Clamp, já a segunda foi o tema do criador de cinema Hayao Miyazaki e seu Estúdio Ghibli.

A regra para ser cosplayer (pessoa fantasiada) é que não há regra, basta gostar desse ambiente, segundo Victor Celidonio, estudante. Conhecido por Brock (personagem do Pokémon), a primeira fantasia feita por ele, Victor participa de diversas convenções e já ganhou um troféu e medalhas de bronze e prata. Outra criação dele foi uma paródia que fez com o anime de Yu-Gi-Oh ao se fantasiar de carteiro. A “sacada” foi colocar a roupa de carteiro, sendo que o personagem participa de um torneio de cartas e é nomeado o mestre das cartas.

Victor diz que cria as suas fantasias, pois, como não tem experiência com costura, ele manda fazer. O tempo para finalizar a roupa varia, dependendo da costureira. “Eu tento combinar sempre uma ou duas semanas antes de determinado evento”, explica.

Já a cosplayer e estudante Jéssica Campos faz sua própria fantasia e afirma que é bem trabalhoso. Ela conta já ter demorado uns dois meses para fazer uma fantasia. Jéssica se denomina perfeccionista e escolhe cada detalhe da roupa. “Dependendo da complexidade da roupa, procuro ajuda, principalmente, na parte de confecção”.

Victor explica que após uma fase deprê em sua vida, começa a ir em eventos animes e competir com as fantasias criadas por ele. “Eu estava numa fase meio punk, meio gótico, pra baixo. Uma amiga me levou ao evento, comprei uns acessórios no local, passei a assistir os desenhos japoneses e gostei, então criei a fantasia do Brock e, a partir disso, não deixo mais de ir aos eventos”. Já Jéssica sempre gostou da cultura japonesa, games e desenhos asiáticos. Aliada a gostos em comum com amigos, resolveu com eles fazer cosplay e freqüentar eventos animes.

Astrid e Mário Celidônio, pais de Victor, dizem que hoje ele sabe conciliar a diversão com os estudos, mas no início chegou a atrapalhar um pouco, porém ele conseguiu ajustar seu hobby a sua vida acadêmica. Para Jéssica, a prática do cosplay requer muita criatividade. Ela diz que essa característica pode ser benéfica no uso do dia a dia, no trabalho e em casa, pois exercita a mente.

Click no link abaixo para ver a matéria sobre o Cosplay.

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