Dança e superação

Deficientes testam seus limites no palco durante apresentação em festival de Vinhedo

Karina Ifanger
(karina_ifanger@hotmail.com)

A coreógrafa Pamela Spanholeto se apresentou junto aos usuários

O Centro Educacional Integrado de Vinhedo (Ceivi) acredita na dança como importante aliada da deficiência intelectual. O Festival Ceivi em…luz, câmera e superação, realizado no mês passado, funcionou como terapia alternativa para pessoas de todas as idades, que passam grande parte do dia desenvolvendo atividades dentro da ONG.

O evento auxilia no desenvolvimento social, físico e mental dos atendidos. Segundo Cristina Mazon, gestora social do Ceivi, o projeto exige desempenho, esforço e responsabilidade por parte dos novos bailarinos. “Eles tentam se superar dentro dos limites e acabam fazendo com tanto prazer que nem percebem o quanto a dança é terapêutica”.

Este ano o Festival, realizado no Teatro Municipal Sylvia de Alencar Matheus, em Vinhedo, contou com 71 bailarinos do Ceivi, 25 voluntários e 30 profissionais. O tema foi baseado em filmes famosos e divididos em quatro modalidades: Infantil, Ação, Romance e Musical.

Pais, parentes e a população em geral puderam acompanhar o espetáculo orientado pela coreógrafa Pamela Spanholeto. Foram mais de quatro meses de ensaios, produção de figurinos e cenário para que o festival atingisse as expectativas, principalmente as dos próprios bailarinos.

As coreografias são escolhidas de acordo com as habilidades motoras de cada um. Segundo Pamela essa é a maior dificuldade encontrada na preparação das danças. “Temos que saber o que cada um tem de melhor para poder aproveitar da maneira mais eficaz”, afirma.

A bailarina Taís Borges da Silva, 13, já participou das edições anteriores e este ano fez parte da coreografia Missão Impossível. “Gosto de dançar, cantar e também dos ensaios. Fico nervosa, mas consigo me acalmar assim que vejo que toda minha família está lá para me ver”, conta Taís.

Para Cristina Mazon, a presença do público, principalmente os familiares, é fundamental para que o projeto alcance seus objetivos. “Nós buscamos uma sensibilização social e queremos que a sociedade consiga enxergar um potencial nos deficientes. E tudo deu certo, a comunidade veio em peso”. O bailarino Murilo Pires Marçal, 18, confirma: “é o máximo ver toda essa gente assistindo. É tudo que nós queremos”.

O Ceivi atende a 170 usuários de todas as idades a fim de prevenir, habilitar e incluir o deficiente intelectual na sociedade. Além do Festival, a ONG desenvolve mais de vinte projetos ao longo do ano nas áreas integradas de educação, saúde e promoção social. “Procuramos sempre inovar, buscar terapias alternativas”, completa Cristina.

A Prefeitura Municipal de Vinhedo, uma das patrocinadoras oficiais do evento, custeia 50% dos gastos mensais da Organização que possui ainda outros parceiros como as empresas da Cidade e os doadores individuais.

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