34 anos sem biblioteca

Há mais de trinta anos Campinas não constrói uma biblioteca, apenas reforma a fachada das que já existem.

Bruno Rotoli
(bruno_rotoli@hotmail.com)

Investimento na biblioteca serve apenas de fachada

É difícil de acreditar, mas você consegue imaginar que uma cidade com mais de um milhão de habitantes está há quase 34 anos sem construir uma biblioteca? Pois bem, isso é o que acontece na cidade de Campinas, que teve sua última biblioteca pública municipal construída em 07 de novembro de 1976. Se pensarmos bem, já se passaram 10 prefeitos e nenhum destes construiu mais bibliotecas, apenas mantiveram as que já existiam.
Você deve estar se perguntando, mas e a biblioteca pública infantil Monteiro Lobato, que foi construída em 1985.  Pois bem, vou te dar a resposta. Como o próprio nome já diz, esta é uma biblioteca pública infantil, contendo apenas livros, gibis e brinquedos voltados para este público alvo. Além disso, a biblioteca foi fundada em 1979 e pertencia à biblioteca Pública Municipal Professor Ernesto Manoel Zink, há mais antiga da cidade.
“É uma pena Campinas só ter uma grande biblioteca”, afirma Octávio Reis Barbosa, que é bibliotecário e historiador. Para ele, Campinas deveria ser obrigada a ter uma melhor biblioteca pública, com mais investimento e novos recursos. “A história de Campinas e região se encontra nesta biblioteca e ela não tem o valor que deveria ter.”
Ao todo Campinas tem quatro bibliotecas públicas municipais. São elas: Biblioteca Pública Municipal Professor Ernesto Manoel Zink, Biblioteca Pública Municipal Joaquim de Castro Tibiriçá, a Biblioteca Pública Infantil Monteiro Lobato e a Biblioteca Pública Distrital de Sousas Guilherme de Almeida.

A principal dela é a Biblioteca Pública Municipal Professor Ernesto Manoel Zink, que por sinal também é a mais antiga da cidade, tendo completado 64 anos no último dia 15. Dependendo da época do ano, a biblioteca chega a receber 300 usuários por dia, segundo o chefe de setor e bibliotecário João Henrique Cuelbas. Ele disse também que a última reforma nesta biblioteca ocorreu no ano de 2007, mas que esta foi apenas uma reforma de fachada, visto que o prefeito Hélio de Oliveira usou parte do dinheiro para fazer uma jardinagem do lado de fora da biblioteca. Do lado de dentro trocou apenas as mesas, cadeiras e armários, que segundo ele ainda eram de madeiras da época do início da biblioteca.

A Biblioteca Pública Distrital Guilherme de Almeida, de Sousas, foi criada em 21 agosto de 1963, pela Lei Municipal 2876, na gestão do Prefeito Municipal Miguel Vicente Cury e inaugurada em 14 de novembro de 1966, numa sala da subprefeitura do distrito. Nela são encontrados mais de 15 mil livros sobre diversos assuntos, mas principalmente assuntos referentes a da cidade de Sousas, Joaquim Egidio e Campinas.
A Biblioteca Pública Municipal Joaquim de Castro Tibiriçá, foi fundada em 7 de novembro de 1976, na gestão do Prefeito Municipal Lauro Péricles Gonçalves, localizada na Rua Quintino Bocaiúva, s/nº – Praça da Ópera Salvador Rosa no Bonfim.

Endereços das bibliotecas:
Biblioteca Pública Municipal “Prof. Ernesto Manoel Zink

Biblioteca Pública Municipal ‘Joaquim de Castro Tibiriçá’:

Biblioteca Pública Infantil ‘Monteiro Lobato’:

Biblioteca Pública Distrital de Sousas ‘Guilherme de Almeida’:

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