Verão mais saudável

Preocupação com o corpo aumenta na estação mais quente do ano

Fabiana Matsuda (fabiana.matsuda@gmail.com)

Com a chegada do verão, as pessoas sentem mais disposição para realizar diversas atividades, é o que destaca a educadora física Alessandra Momentel, de 23 anos. É nesta estação que a prática de exercícios físicos ganha um incentivo.

Essa tendência pode ser percebida nas academias, que ficam lotadas, e também nas ruas, já que aumenta o número de adeptos de caminhadas e corridas no final da tarde. “O clima favorável dá mais disposição e ânimo. Além disso, o fato de escurecer mais tarde também contribui”, afirma Alessandra.

Recentemente, a Associação Brasileira de Academias (Acad) divulgou dados, os quais revelam que o número de matrículas em academias de ginástica crescem de 20% a 30% na estação mais quente do ano.

Nesta época, o brasileiro fica mais à vontade para suar a camisa em academias de ginásticas e aumenta a preocupação com o físico. As mulheres desejam perder peso para vestir biquínis e desfilar com um corpo ideal nas praias. Já os homens querem definir a musculatura.

Para a estudante de Direito, Luciana Tebecherani, de 21 anos, a preocupação com o corpo aumenta, sem dúvida, com a chegada do verão. Foi pensando nisso e em garantir um estilo de vida saudável que Luciana começou a frequentar a academia em agosto deste ano. “Corro na esteira por uma hora e, com o incentivo da minha mãe, comecei a participar de corridas em São Paulo. No dia 4 de dezembro, vou correr na maratona de revezamento em Interlagos. A equipe é formada por amigos e familiares, cada um dos participantes corre cinco quilômetros no mínimo”, conta a estudante.

Maria Inês frequenta a academia todos os dias

Por outro lado, há quem não perca o pique quando o assunto é atividade física. A empresária Maria Inês Correia Barbosa, de 54 anos, é um exemplo de que a estação do ano é indiferente.

Há 30 anos a empresária frequenta a academia para fazer musculação e aulas aeróbicas. Além disso, Maria Inês divide seu tempo entre o trabalho, a casa, os filhos e a prática de exercícios. “Eu adoro ir à academia. Faço aulas de RPM Cycling, spinning, jumping, step, yoga, ginástica funcional, bionatural, pilates com bola, balners e alongamento, de segunda a sexta-feira, durante quatro horas por dia.

A disposição surpreende e aliada aos exercícios físicos está a boa alimentação da empresária. “Como muitas verduras, legumes e frutas”, afirma.

Cuidados

O número de alunos nas academias tem aumentado consideravelmente nos últimos anos. Segundo a Acad, 5,4 milhões de pessoas frequentam as academias no país. Esse dado cresceu quase 15% em relação a 2010, quando o número de alunos era cerca de 4,7 milhões.

Por esse motivo, de acordo com a associação, o Brasil ocupa o segundo lugar no ranking de países que mais possuem academias, com 18.195 empreendimentos, atrás apenas dos Estados Unidos, que somam 29.890.

Alessandra orienta a prática de exercícios

Porém, ao frequentar a academia, as pessoas precisam ter cautela e não podem exagerar. “Sempre devem tomar cuidado com as cargas dos exercícios e não ultrapassar o limite do próprio corpo”, orienta a educadora física Alessandra Momentel.

Além disso, segundo Alessandra, é recomendável que antes de iniciar a prática de atividades físicas, a pessoa passe por um médico para fazer uma avaliação. “Caso exista alguma restrição, o profissional de educação física vai estudar o caso e passar o exercício para ajudar a melhorar a condição física do aluno”, explica.

Para aqueles que pretendem começar ou começaram recentemente a prática de exercícios, a educadora física recomenda sempre procurar um profissional, não ultrapassar o limite do corpo e ter paciência que o resultado aparece.

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Modalidade adaptada

Modalidade adaptada

Projetos universitários revelam novos talentos

Fabiana Matsuda (fabiana.matsuda@gmail.com)

A prática de esportes proporciona a interação entre todos os tipos de pessoas, independente do sexo, idade ou até mesmo capacidade física. Projetos desenvolvidos por universidades, como a PUC-Campinas e a Unicamp, são responsáveis por revelar novos talentos em modalidades adaptadas.
De acordo com o coordenador de projeto de extensão da Faculdade de Educação Física, professor José Júlio Gavião, a Unicamp oferece treinos de modalidades individuais ou em grupos. Cerca de 30 atletas participam de esportes adaptados e paraolímpicos, tais como rugby, handebol, bocha, esgrima, vôlei e goalball.
O coordenador Gavião explica que esses projetos de extensão surgiram há mais de 20 anos na universidade e a principal preocupação dos professores era trazer o esporte de forma acessível para diferentes grupos.
“Na Unicamp, os esportes para pessoas com deficiência iniciaram por volta de 1988, 1989, com uma disciplina denominada Educação Física ao Alcance de Todos. Sem que a gente soubesse, apareceram algumas pessoas com deficiência e essas pessoas acabaram chamando outras. Portanto, a prática das modalidades na universidade surgiu de uma mescla entre o desejo da sociedade e essa inquietação dos professores em tentar oferecer algo a mais”, relata Gavião.

Handebol em cadeiras de rodas

Um dos esportes proporcionados pela universidade às pessoas com deficiência física é o handebol em cadeira de rodas. O supervisor de treinos Tiago Borgmann conta que essa é uma modalidade adaptada, na qual a principal diferença com o esporte convencional é que todos os atletas possuem uma classificação funcional, que consiste em deixar o jogo mais equilibrado, já que cada competidor possui uma limitação.
“Além disso, entre as regras do handebol em cadeira de rodas estão a redução da baliza em 40 centímetros, o tamanho da largura do gol é mantido e os jogadores podem exercer diferentes posições. O goleiro, por exemplo, ao mesmo tempo que exerce sua função pode ser atacante também”, afirma Borgmann. O supervisor relata que a rotina de treinos acontece três dias da semana e são divididos em físico, técnico e tático.
Hoje, a equipe é formada por oito atletas, que são de Campinas, Itu, Hortolândia, Sumaré e Valinhos. Um desses esportistas do time de handebol em cadeira de rodas é Alexandre André Cremasco, que já praticou corrida, basquete e tênis.
Para o atleta, o esporte contribuiu para superar dificuldades e, atualmente, não é só fundamental em sua vida, mas também sua verdadeira paixão. “Eu adoro o handebol em vista dos outros esportes que eu já fiz. Porque nesta modalidade você é goleiro, é defensor, é atacante. Faz tudo. Não é como no basquete que o atleta exerce apenas uma função e fica em uma única posição. O handebol é praticamente para tudo. E eu me adaptei bem melhor no handebol e não troco por esporte algum”, conta Cremasco.
O jogador de handebol participou de diversos campeonatos: Paulista, Brasileiro, Sulamericano. Além de títulos nacionais, o time da Unicamp consagrou-se campeão em 2009 no Chile e foi bicampeão sulamericano na Argentina no ano passado.
Cremasco afirma que esses foram os títulos mais importantes. “Para mim o mais marcante foi o primeiro no Chile. Eu nunca tinha saído do país. Conhecer a Argentina também foi uma experiência muito boa”, afirma o atleta.
Além do esporte, Cremasco concilia sua vida com a profissão. “Eu trabalho, sou técnico em ferramentas e motores elétricos a gasolina. Tenho uma oficina em minha casa. Faz vinte anos que eu dei certo com ferramentas e trabalho nessa área”, relata.
O jogador de handebol aconselha as pessoas com deficiência a não pensarem nas limitações e, hoje, tenta convencer outros cadeirantes a praticar alguma modalidade.
Para o supervisor de treinos Tiago Borgmann, o esporte proporciona às pessoas com deficiência uma melhor qualidade de vida, condicionamento físico para desenvolver algumas atividades e tarefas diárias. Oferece também um convívio com pessoas que estão na mesma situação e esse relacionamento contribui para melhorar a autoestima dessas pessoas.

Para saber mais, acesse:

http://www.efadaptada.com.br/

http://www.efadaptada.com.br/hcr/esporte.html

Rumo ao exterior

Rumo ao exterior

Argentina é um dos destinos mais procurados pelos brasileiros.

Fabiana Matsuda (fabiana.matsuda@gmail.com)

Na última semana o dólar aumentou, mas nos últimos meses os brasileiros aproveitaram o preço baixo. Os turistas preferiram mais as viagens internacionais do que os destinos dentro do país. Isso se deve, principalmente, ao aumento da renda da população brasileira, a queda do dólar e a facilidade de crédito.

De acordo com o economista Antônio Carlos Lobão, esse conjunto de fatores favoreceu para que os brasileiros optassem pelas viagens internacionais. “Viajar ao exterior ainda é mais negócio do que viajar pelo Brasil. Às vezes,  é mais barato passar um final de semana em Buenos Aires, na Argentina, do que um final de semana em Salvador, na Bahia”, afirmou o economista.

Os preços acessíveis, os produtos importados e a proximidade com o Brasil são fatores que contribuíram para que os brasileiros optassem pelos destinos na América do Sul.

O proprietário de uma agência de turismo de Campinas, Mauricio Muricca Tambasco, afirmou que nos últimos meses, a procura pela Argentina aumentou e muito. “Buenos Aires tornou-se o final de semana do brasileiro. As pessoas têm três, quatro dias e fogem para Argentina. Tanto é que de domingo para conseguir um voo de Buenos Aires para São Paulo, normalmente, é muito difícil. Paga-se muito caro, porque os voos estão lotados. Feriados, todos bloqueados, somente com muita antecedência. A Argentina é um grande foco”, ressaltou Tambasco.

A estudante Sara Lazarin já viajou três vezes para a Argentina. A primeira viagem foi um cruzeiro, que passava por Buenos Aires, em dezembro de 2009, na semana do Natal. “Dessa vez não explorei muito a cidade. Na noite do primeiro dia, fui a um show de tango (señor tango), foi incrível. Já no segundo dia, sai para um passeio de compras pela cidade, mas como era véspera de Natal estava quase tudo fechado”, contou Sara.

Na segunda vez, a estudante viajou na semana do feriado de finados, em 2010. Sara e mais cinco amigas de São José dos Campos foram para Buenos Aires com a intenção de fazer compras. “Nós fizemos tudo por conta própria, passagem, hotel, transferência. Foi ótimo, porque ficamos cinco dias em Buenos Aires. Deu para aproveitar bastante”, afirmou a estudante.

Apesar do aumento do dólar, em novembro deste ano, Sara vai viajar para Argentina novamente. A estudante e mais cinco amigas da faculdade vão ficar cinco dias no país. “Dessa vez, vamos aproveitar para conhecer melhor cada bairro de Buenos Aires e não vamos focar muito em compras. Nós temos uma escala em Montevidéu no voo de volta, vamos ficar praticamente um dia por lá, só esperando. Então, aproveitaremos para conhecer um pouco a cidade também”, relatou Sara.

O Banco Central divulgou, recentemente, que no primeiro semestre deste ano, as despesas dos brasileiros com viagens internacionais somaram 10,18 bilhões de dólares. Este valor é 44% maior do que o registrado no mesmo período de 2010.

O economista Antônio Carlos Lobão explicou que além do aumento da renda, houve uma melhor distribuição entre a população brasileira. “Hoje, temos um conjunto de famílias, que participam do mercado em função do ganho de sua renda. Elas têm mais acesso a bens de consumo, inclusive, ao turismo”, afirmou.

Lobão observa que a facilidade de crédito e a taxa de câmbio também são fatores importantes. “Houve uma melhora na situação de crédito, as condições no Brasil são favoráveis. Crediário mais fácil e uma população com renda mais alta levam a um boom de consumo, principalmente, em alguns setores. O turismo internacional, por exemplo, beneficiou-se não só disso tudo, mas também da taxa de câmbio”, explicou o economista.

“A medida que o real fica mais valorizado, o turismo e os produtos brasileiros ficam mais caros, mas, em compensação, o turismo e os produtos estrangeiros ficam mais baratos. Toda vez que o dólar cai, o preço do hotel, da estadia, da alimentação, dos produtos no exterior também caem, contribuindo para que mais brasileiros optem por destinos internacionais”, acrescentou Lobão.

Fato que, segundo o economista, gera um prejuízo na economia brasileira, pois o turista gera uma demanda. “Ele fica em hotel, esse hotel contrata mais pessoas para isso. O turista vai passear em restaurantes, ou seja, em uma cidade brasileira, esse visitante gera emprego, renda, crescimento. Quando ele viaja ao exterior nós temos uma perda de oportunidade, pois o estímulo para novos recursos é levado para outro país. Os recursos deixam de ser investidos no Brasil”, explicou Lobão.

Confira algumas dicas de viagem no site: http://www.manualdoturista.com.br/