Consumidor internauta

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Reclamações nas redes sociais são mais eficazes do que o Procon

Luiza Oliveira – luli.r.oliveira@hotmail.com

Quando reclamações são feitas por consumidores insatisfeitos nas redes sociais, as empresas levam até 24 horas para resolver os problemas. Já uma reclamação feita por telefone no SAC demoraria, no mínimo, 10 dias para ser solucionada e o atendimento pelo Procon pode demorar mais de um mês.

As empresas dão mais atenção as manifestações dos clientes por meio das redes sociais por ser a forma mais rápida da informação se espalhar, fazendo com que o caso ganhe maior dimensão. Segundo o empresário, Pedro Brito, da Social Circle, agência que ajuda empresas e marcas a encontrar seu público nas redes sociais, as grandes companhias dão prioridade para esse canal de comunicação, porque a marca está sendo exposta de forma negativa. “Um canal telefônico deveria ter o mesmo atendimento de um on-line”, avalia o empresário.

O estudante de Publicidade e Propaganda, Diego Fernandes de Azevedo, comprou um notebook da Dell e depois de um mês que a garantia tinha vencido, uma das teclas não funcionavam mais e o alto falante estourou. Após várias tentativas de reclamação pelo SAC, ele fez um protesto mencionando o nome da empresa via Twitter. “No mesmo dia a Dell me respondeu pedindo meus dados e meu telefone, e em menos de 24 horas entraram em contato comigo. Eu enviei o aparelho pelo correio e exatamente uma semana depois meu problema estava solucionado”, afirma o estudante.

Diego teve seu notebook arrumado depois de uma semana

Algumas companhias usam as redes sociais apenas para monitorar as reclamações e após identificá-las, encaminham o cliente para os canais tradicionais, como foi o caso da Dell. No entanto, há uma necessidade de criar canais que resolvam os problemas diretamente pela internet. É o que está tentando fazer a empresa Natura, que apesar de ter algumas contas na internet apenas para identificação de reclamações, colocou no ar um perfil próprio para o atendimento online.

Outro caso aconteceu com o engenheiro Vinícius Francischetti, que após ter o cartão de crédito do Santander clonado, ficou um mês brigando com o banco para conseguir receber seu dinheiro de volta. “Logo que descobri que meu cartão tinha sido clonado, liguei para o banco bloquear, mas após alguns dias percebi que ainda estavam usando minha conta. Três dias depois de reclamar pela web o dinheiro foi estornado”, relembra.

Quando os clientes, que são formadores de opinião, fazem uma reclamação na web, em poucas horas a história pode se espalhar. “O sucesso de uma reclamação na internet depende dos chamados “repassadores”, que podem retransmitir uma queixa em larga escala. Por isso, as empresas precisão ter respostas rápidas para tentar evitar propagação”, afirma ainda Pedro Brito.

 Veja uma manifestação que ficou famosa na internet feita por um consumidor

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Mais um teatro?

Construção de teatro gera polêmica entre artistas campineiros, que questionam sua necessidade

Carolina Martins

O governo do Estado anunciou a construção de um novo teatro em Campinas, que seria uma réplica do Carlos Gomes, que foi demolido na década de 1960. No entanto os artistas locais são taxativos ao afirmar que um novo teatro não irá resolver os problemas da cidade, dizem ainda que o mais indicado seria dar prioridade as casas de espetáculos campineiras que estão caindo aos pedaços.

Segundo a diretora do Barracão Teatro Tiche Vianna, um grande teatro não será bem usufruído, pois, falta vontade política para promover as manifestações artísticas locais. “Há muitos grupos em Campinas, que contam com uma produção intensa, mas falta incentivo”, afirma Tiche.

Melissa Lopes, atriz do grupo Matula Teatro, considera que a construção de um grande teatro não irá resolver os problemas da cidade em relação à cultura. “Se continuar como está sem incentivo para produções e dificultando a divulgação, o local vai ficar vazio”, afirma Melissa.

A réplica do Carlos Gomes será instalada no parque ecológico Monsenhor Emílio José Salim. Para o governador de São Paulo, um dos principais benefícios desta obra será “a descentralização da cultura”.

Apesar do anúncio da construção do novo teatro, as casas de espetáculo campineiras não estão em bom estado, como por exemplo o teatro Castro Mendes, que está  há um ano e meio em reforma, e a previsão é que seja entregue em janeiro de 2012, porém, as obras deveriam ter sido concluída em outubro deste ano.

 

 

 

 

 

 

 

Tiche Vianna “faltam políticas públicas no meio cultural”

Perigo na pista

Perigo na pista

Atropelamentos em rodovia causa revolta dos moradores de Monte Mor

Por Vanessa Ribeiro

As más condições rodovia Jornalista Francisco de Aguirra Proença, popularmente conhecido como Campinas-Monte Mor (SP 101), tem sido causa de atropelamentos na região, principalmente em Monte Mor, em que há bairros que ficam ao lado da rodovia, submetendo os pedestres a um deslocamento perigoso, já que não há, sequer, lombadas em alguns pontos de grande fluxo.

O trecho da rodovia SP 101 está em projeto para ser duplicado e melhorar sua infraestrutura. A falta de estrutura da rodovia já causou muitos acidentes devido à grande quantidade de caminhões que gera congestionamento. Os carros e motos que estão submetidos a uma única via competem, ainda, com o tráfego de ônibus que faz o transporte intermunicipal entre Campinas, Hortolândia e Monte Mor.

Um dos fatores que causa acidente é o fato de haver moradias dos dois lados da rodovia e os moradores precisam atravessar se arriscando constantemente. O período de entrada e saída de aula da escola Terezinha do Menino Jesus Calil, no Jardim Paviotti em Monte Mor, coincide com os horários de pico em que o congestionamento e trânsito aumentam significantemente. Isso dificulta a travessia dos pais com crianças para os bairros próximos que se submetem ao perigo da movimentação do tráfego.

Segundo a Assessoria de Imprensa da Concessionária Rodovias do Tietê, a duplicação da rodovia já está prevista e no momento as obras estão no processo de demarcação topográfica, levantamento de interferências e aguarda a desapropriação das áreas do trevo no quilômetro 13,5 em Hortolândia e a liberação ambiental para que o projeto seja iniciado. A totalidade dos trechos que serão contemplados vai do km 11 ao km 43, ou seja, de Hortolândia até Capivari, passando por Monte Mor. Além disso, serão implantadas 7 passarelas ao longo do trecho. As marginais serão feitas nos trechos que vai do km 11,5 ao 25,8.

Maria Salete, professora há 6 anos em Monte Mor, moradora de Campinas que passa todos os dias pela rodovia, conta que sempre houve acidentes, porém, há negligência tanto por parte dos motoristas, quanto dos pedestres que, segundo a professora, não têm cuidado ao atravessar. “Ninguém tem intenção de atropelar um pedestre, mas muitas vezes nós temos que tomar o dobro de atenção por conta do descuido de muitas pessoas que sai atravessando sem o menor cuidado”, Maria Salete acredita que construindo a passarela não vai resolver o problema de acidentes se não houver conscientização dos pedestres.

Moradores se arriscam enquanto o trânsito dá uma trégua.

O recapeamento da rodovia está previsto em R$ 8,5 milhões, e está registrado no edital de concessão assinado entre a Rodovias Tietê e o Governo do Estado de São Paulo. “O valor a ser investido na SP-101, até o final da concessão, será de R$ 266,5 milhões.” Afirma a Assessora de imprensa Fabiana Sorrilha.

 A moradora do bairro Jardim Paviotti, Mariluce Silva, conta que recentemente houve um acidente na rodovia envolvendo duas vítimas: um motoqueiro e uma pedestre. “O acidente foi fatal, pois a pedestre morreu poucos minutos após o ocorrido. O povo está revoltado, fizeram protesto”, relata a moradora. Segundo Mariluce,

eles estão reivindicando lombadas a curto prazo e a construção de uma passarela, que é o mais apropriado. O acidente ocorreu no trecho em frente ao Jardim Paviotti. A moradora relatou, ainda, que houve um protesto na rodovia com a queima de pneus. As pessoas estavam revoltadas com a recente morte da antiga moradora.

Em resposta a previsão de término das obras, a ARTESP – Agência Reguladora de Transporte do Estado de São Paulo – responsável pela fiscalização dos serviços prestados pelas concessionárias de rodovias e pelas empresas de transporte intermunicipal de passageiros, afirmou a finalização do Km 11 ao 25 até 2014 e do Km 25 ao 43 até 2019.

Caro pra cachorro

Caro pra cachorro

Treinamento de cães guia ainda é caro no Brasil, o animal adestrado chega a custar R$30mil.

 Joceli Godoi

lika_cg@hotmail.com 

No Brasil existem apenas três instituições que fazem o treinamento de cães guia. Por ano elas só conseguem disponibilizar de15 a17 cachorros, um número muito menor do que o necessário, já que, ao todo, estima-se que a lista de espera para quem precisa desse animal chegue a 4.500 pessoas.

O Hélio Rovay Junior, que treina cães guia há mais de 15 anos na ONG Medição em Campinas, explica que esse problema existe por que não há nenhum incentivo financeiro por parte do governo. Então, as instituições precisam conseguir parceiros que financiem o treinamento desse cão. “Não existe nenhum custo pro deficiente que vai pegar esse cachorro, mas a instituição que treina tem que bancar os gastos com o animal, alimentação, veterinário e etc.” Ele diz também que a escolha do animal a ser treinado é o mais difícil e também é o que mais encarece o treinamento. O cachorro precisa ser ou da raça Labrador ou da raça Golden Retrivier e não pode ser nem muito submisso, nem muito agitado, ou autoritário. O treinamento começa desde os primeiros dias do cachorro. Com apenas 40 dias, ele já passa por uma avaliação psicológica para ver se ele tem o perfil para ser um cão guia. Hélio afirma que nessa seleção, de 30 cachorros, apenas um ou nenhum passa, por isso precisam comprar o cachorro em outro país, o que deixa ainda mais caro o valor.

O treinamento dura cerca de dois anos e nele o cão aprende, através de simulação em ambientes externos e internos, a desviar de móveis, tomar cuidado com tomadas e depois vai para a rua e aprende a desviar de postes, buracos, lombadas, árvores, aprende a atravessar a rua e etc. Depois o animal passa por um período de adaptação com o deficiente visual que foi escolhido para ficar com ele. Esse período dura seis meses e serve para criar uma relação de confiança entre o cão e o cego. Caso não dê certo a identificação, a instituição chama outro deficiente visual para que ele fique com o cachorro, se tiver uma interação melhor.

Hélio conta que o tempo de vida de um cachorro desses é de até 15 anos, mas o tempo de trabalho é diferente. “O cachorro só trabalha até os nove anos, então, se o treinamento dura 2, na verdade o  cão só vai trabalhar como cão guia durante 7 anos” diz.

Existe um projeto estadual para disponibilizar mais cães guia para a população. O governador Geraldo Alckimin anunciou, no dia 20 de abril desse ano, o projeto “Cão Guia” que prevê a construção de um centro de referência no treinamento desses animais. O treinamento vai ser totalmente gratuito em parceria com a USP. O local terá capacidade para treinar 92 cães sem nenhum custo para o deficiente nem para a instituição, que teria a ajuda do governo. Esse centro de referência está orçado em R$ 2,5 milhões, mas ainda não tem data para que seja iniciado.

E enquanto esse projeto não sai do papel, a maior parte das pessoas que tem deficiência visual tem que se adaptar aos ambientes sem a ajuda de um cão guia. O Hélio diz que essa parcela é a maior e também a mais carente. “Quem tem dinheiro vai pro exterior e compra um cão guia. Lá é mais barato do que aqui por que o governo dá apoio para as instituições que treinam os cachorros. Como aqui não tem essa ajuda, a parte pobre da população não tem acesso a esse “luxo”, que na verdade é extremamente necessário para o deficiente visual.”

A diretora da ONG Pró-visão, Cristina Von Zuben, explica que para o deficiente visual o contato com o cão guia é essencial. ”Nós trazemos crianças duas vezes por semana para ter esse contato com o cachorro e para elas é muito importante, por que ganham mais confiança para andar, correr e desviar de obstáculos. O que faz uma grande diferença no dia a dia delas” conta.

Além disso, a diretora também conta que as crianças aprovam a iniciativa porque mesmo que fiquem sem o cachorro durante o restante da semana, ele dá a elas uma noção maior de espaço e auto-confiança.

Do video-game para os centros cirúrgicos

Mariáh Ferrero (mariahferrero@hotmail.com)

Um aparelho até então criado para a diversão ganha uma nova função

O kinect, dispositivo criado pela Microsoft, que ao ser introduzido no videogame XBOX, permite que os amantes da tecnologia joguem somente com os movimentos do próprio corpo, sem controle, já não é mais tão novidade assim. A surpresa é que o dispositivo agora pode ajudar a medicina.

O Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), na cidade de Campinas, desenvolveu um software que junto do aparelho Kinect, do videogame, permite que os médicos, durante as cirurgias, mexam nos exames do paciente.

Atualmente, os médicos analisam os exames e radiografias para lembrar dos resultados durante a operação, na intenção de que não haja erros.  “Processo este que dificulta a cirurgia, já que por qualquer deslize, podemos simplesmente não lembrar de alguns detalhes que podem fazer toda a diferença no resultado da cirurgia”, completa o médico colaborador do projeto,  Leonardo Reis.

A questão é que na sala cirúrgica não é permitido o uso de teclado e mouse do computador, já que a equipe médica não pode colocar as mãos em nada que não seja o próprio paciente, e claro, os instrumentos para a operação.

Pensando nisso, os engenheiros do CTI junto do médico urologista da Unicamp, Leonardo Reis, desenvolveram o software para ser usado junto do kinetc. “Além de tudo é gratuito, já que o CTI é do governo federal”, explica o engenheiro Guilherme Ruppert, do CTI. Ou seja, o único custo que os centros cirúrgicos terão é o aparelho, que não passa de 500 reais.

Para o engenheiro, o preço definitivamente não é o problema.  “Toda essa inovação, junto da adaptação de um dispositivo criado apenas para divertir, deve ajudar diversas clínicas, inclusive as públicas”.

O sistema ainda está em período de teste nas cirurgias de urologia no hospital da Unicamp, mas o médico garante: “ainda estamos passando por algumas adaptações, mas o aparelho já ajuda muito nas cirurgias”.

 

Abaixo segue o vídeo do CTI que explica como funciona a novidade:

 

Links:

http://www.cti.gov.br/

 

 

 

Projeções no Castelo

Projeções no Castelo

Maristela Domingues (maris_domingues3@hotmail.com)

Na noite da última terça-feira, 1 de novembro, a Torre do Castelo, um dos principais pontos turísticos de Campinas, recebeu projeções do grupo Bijari.

A apresentação de vídeo mapping, que deu movimento e cores à Torre, faz parte da Exposição Instante, realizada pelo SESC Campinas, e teve início às 20h.

Confira algumas fotos do evento.

Informações: A Exposição Instante estará em cartaz até 27 de novembro no SESC Campinas.

Rua Dom José I, 230/333

(19) 3737-1500. As entradas para as apresentações são gratuitas.

Para mais informações acesse o site do SESC Campinas