Ideia verde?

Ideia verde?

Beatrice Trochmann – beatricets@hotmail.com

Sujeira torna a proposta de sustentabilidade do SWU contraditória 

Festival SWU, que aconteceu nos dias 12, 13 e 14 de novembro em Paulínia/SP em sua segunda edição, é um evento junto a um movimento de conscientização das pessoas em prol da sustentabilidade e tem o intuito mostrar que por meio de pequenas ações e atitudes individuais é possível construir um mundo melhor para se viver.

 Porém, o festival em “pró” a sustentabilidade mostrou um total descaso com o meio ambiente. A falta de cuidado da organização para reduzir o lixo foi refletida no grande consumo de descartáveis como latas, garrafas pets e papéis que os participantes jogavam no chão, sem a menor preocupação. A falta de higiene nos banheiros, mau cheiro, a poluição de gases liberados pelos veículos que aguardavam nas imensas filas na entrada e saída do evento e as revistas policiais para tirar todos os alimentos que as pessoas levaram, obrigando os participantes a adquirir alimentos no evento a preços abusivos também foram exemplos de condutas contraditórias a proposta do SWU.

 Apesar da organização divulgar o sucesso do evento, quem esteve presente viu que  muitas falhas ficaram evidentes. O que era para ser um movimento de informação, interação e conscientização mostrou-se apenas uma grande jogada de marketing com propósitos lucrativos.

 “Apesar de ter sido uma super oportunidade e um evento muito legal, eu imaginava algo totalmente verde e diferente, mas foi como qualquer outro festival grande.” comenta Isabela Biasi, estudante que participou do SWU pela primeira vez.

 Natália Zincone participou do festival pela segunda vez este ano e diz que espera para o próximo ano correção das falhas que ela viu nas duas edições “Espero que realmente demonstrem que o festival tem a ideia de uma “consciência verde”, afirma.

A reportagem enviou um email a assessoria de imprensa do evento, que não respondeu. Até o momento, a única mudança anunciada por Fischer, idealizador do festival, é a data de realização: por causa das chuvas de novembro, no próximo ano o festival poderá acontecer em setembro ou outubro.
 
Casa Sustentável

Casa Sustentável

Empresas apostam na conscientização ecológica na hora da construção.

Maristela Domingues (maris_domingues3@hotmail.com)

     Já pensou em construir uma casa sustentável? Os arquitetos afirmam que a onda agora é usar materiais ecológicos e reduzir o impacto das construções. Com maior conscientização sobre meio ambiente e sua importância cada vez mais presente no dia a dia de todos, muitas empresas investem na produção de materiais e prestação de serviços ecológicos.
     Um exemplo é a empresa Ekobuild, pioneira no mercado campineiro de construção civil voltada a sustentabilidade, que produz e comercializa tijolos ecológicos para todos que desejam realizar sua construção de forma ecológica, sem que se torne inviável em relação ao custo.
     Segundo Luciene Beck, proprietária da empresa, os tijolos ecológicos são produzidos a partir de uma mistura de solo, cimento e água e após serem prensados se tornam mais resistentes. Ela afirma que a utilização deste material proporciona vantagens visíveis na parte construtiva e econômica.  
    

Tijolos ecológicos

“Entre muitas vantagens, existem algumas que tem mais destaque. Na parte construtiva, por exemplo, o que se percebe é a maior facilidade e rapidez na construção; diminuição de até 80% no uso de cimento, além da utilização destes tijolos em qualquer construção, tanto na parte interna como externa”
     A proprietária ressalta ainda que a construção feita a partir dos tijolos ecológicos possibilita a redução do número de operários e principalmente uma economia ao final da obra, entre 20 a 40%.
     Apesar das inúmeras comparações entre o custo dos tijolos ecológicos com os tijolos convencionais, os fabricantes indicam que a comparação deve ser feita pelo custo total da obra, visto que a economia apresentada é resultante da menor utilização de outros materiais e da redução no desperdício.
     Mas uma construção ecológica pode começar antes mesmo de o primeiro tijolo ser colocado. A empresa Eccorretto presta consultoria em qualquer fase da obra, antes mesmo do seu inicio.
     De acordo com Ricardo Mendes, um dos proprietários da empresa, a consultoria tem como finalidade auxiliar todo o processo de uma obra, desde o planejamento, a construção, até a busca por profissionais e materiais ecologicamente corretos.
     Além da consultoria para a construção, um dos serviços mais utilizados pelos consumidores é a desconstrução, que possibilita a reutilização de materiais retirados do desmanche de alguma obra, reutilizando-os ou mesmo dando um descarte correto e evitando os resíduos gerados por ela.
     Ricardo afirma ainda que a procura pelas consultorias da Eccorretto vem crescendo, não apenas pela conscientização da população, mas também pela dificuldade em encontrar materiais ecológicos disponíveis no mercado e principalmente mão de obra qualificada que trabalhe corretamente visando uma construção sustentável.
     A empresa trabalha também com a fabricação de produtos e brindes ecológicos, como bolsas, roupas, carteiras, entre outros. “Buscar por aqueles materiais de menor impacto ao meio ambiente dentro dos fundamentos de inovação, reciclabilidade e sustentabilidade e utilizá-los nos produtos e brindes, é a meta da Eccorretto!”
     A funcionária pública Marísia Ortega, optou pela sustentabilidade e ecologia na construção de sua casa. Ela afirma ter utilizado tijolos ecológicos além de outros materiais de demolição. “Utilizei tijolos ecológicos na construção e aproveitei para reutilizar outros materiais e até móveis. Com isso só encontrei benefícios e satisfação, pois pude unir a consciência ecológica com a decoração da casa”.

A beleza dos animais

A beleza dos animais

 

Museu da Imagem e do Som de Campinas apresenta uma exposição de fotografia com destaque para insetos.

Raysa Figueiredo (raysa1604@hotmail.com)

Acontece até sexta-feira no Museu da Imagem e do Som de Campinas a exposição “Os bichos dão a cara”. A mostra de fotos foi produzida pelo fotografo argentino Pablo Levinsky, 39 anos, que está em Campinas há pouco mais de quatro anos, mas já se mostrou apaixonado pela fauna existente nos biomas brasileiros.

As fotos foram todas feitas nas vizinhanças de Barão Geraldo. A exposição reúne 47 imagens com acabamento fosco, impressas no formato 24x30cm. De acordo com o fotógrafo as imagens foram realizadas durante quase três anos de visitas aos cenários oferecidos pela Cidade Universitária, Bosque dos Jequitibás e Parque Ecológico. Pablo ainda afirma que as imagens foram feitas em passeios pelos bairros, procurando sempre por bichos interessantes.

Para Pablo é essencial que o fotógrafo conheça os animais: “É importante saber sobre o modo de vida dos animais. Um exemplo é a foto em que o pato captura o peixe. Tive a percepção de que naquele momento ele iria se alimentar e fiquei aguardando para conseguir fotografar o momento.”

Pablo também conta que a maioria das fotografias são de insetos: “Eu gosto de todos os animais, mas confeso que tem mais inseto na exposição, pois eles foram os mais fáceis de encontrar. E se você ver em detalhes são muito bonitinhos e coloridos”. A imagem favorita para o artista é a joaninha branca, que ele afirma nunca ter visto uma até então.

A estudante, Catarina Arruda, 19 anos, que foi visitar a exposição se mostrou muito surpresa com as imagens. “Realmente você consegue perceber os detalhes e a delicadeza de cada animalzinho.” A adolescente ainda ressalta que os bichos são encontrados nas ruas diariamente, mas que nunca reparamos nessa beleza. “São insetos que podemos encontrar no dia a dia, mas devido à correria e à pressa, não paramos para apreciar a beleza natural que nos é mostrada.”

A exposição vai ficar até essa sexta-feira, dia 30, no Museu da Imagem e do Som de Campinas. O MIS fica na rua Regente Feijó, número 859, no Centro, em Campinas. E funciona de terça a sexta-feira, das 10h às 18h. E no sábado das 10h às 16h. A entrada para a exposição é de graça. Mais indormações pelo telefone 3733-8800. Ou através do site www.miscampinas.com.br.

 

Luxo do lixo

Luxo do lixo

Transformar lixo em arte. Esta é a distração do aposentado João Reis, de 73 anos, que há sete transforma todo o material reciclável que jogaríamos fora em objetos de decoração, como quadros, porta lápis, portarretrato e objetos de decoração. Seu João, como é conhecido entre os amigos e a vizinhança, afirma que começou para passar o tempo e que nunca teve fins lucrativos com esse trabalho.

O local onde ele faz as peças é em um quartinho no fundo de sua casa. Lá, ao invés de reboque e tintas, João revestiu a parede de latas de refrigerantes, garrafas plásticas e todo tipo de material recolhido no lixo, criando um local ecológico e, ao mesmo tempo, artístico. Nas mãos do funcionário público aposentado, nada é descartado, tudo é transformado. “As pessoas não têm ideia do que perdem ao jogar tanta coisa fora. Meu sonho é ensinar crianças a reaproveitarem direito o que o lixo pode nos oferecer”, afirma. 

Hobby
Há oito anos, João desenvolve as peças e guarda em seu ateliê. Para ele, tudo acaba sendo aproveitado em alguma coisa, desde casca de amendoim, até embalagem de remédio. “Eu vou guardando tudo que encontro aqui e quando surge alguma criatividade, uso o que tenho”, comenta. O aposentado afirma que já fez mais de oitenta trabalhos e que não vende nenhum deles: “Quando uma pessoa gosta do meu trabalho, eu acabo falando para levar de presente. Mas claro, tem alguns que eu não abro mão”, continua, entre risadas.

Ele acredita ter o dom quando cria suas obras. Não fez curso de artesanato. “Crio as peças no meu tempo livre, por hobby. É gratificante, pois reconheço que estou ajudando o meio ambiente”, comenta.

Apesar de todo carinho pelo hobby, João deixa claro que o que o motiva mesmo em criar é o amor pela natureza. Ele fica triste com a poluição atual. “No meu tempo, era possível nadar e pescar no Ribeirão Quilombo (em Americana/SP). Hoje, isso não acontece mais.”

Para mudar a situação e fazer sua parte, João é voluntário e já fez algumas oficinas para ensinar aos que tem interesse. “Fiz um workshop para aposentados e uma semana depois recebi de presente um quadro que uma das alunas fez, baseado no que eu ensinei a ela. Fico muito feliz com isso”. Seu sonho para o futuro é criar uma oficina de produção para crianças, onde ele o grupo sairiam pela cidade procurando materiais que poderiam se transformar. “Seria a melhor maneira de mostrar às pessoas do futuro que muito do que está no lixo ainda tem seu valor e utilidade em nossas vidas”, diz.

João e seu quadro preferido, inspirado em uma à Minas Gerais

Voluntário
Além de todo trabalho em casa para ajudar o meio ambiente, João também é voluntário na Associação Barco Escola da Natureza, em Americana/SP. Sempre que tem um tempo, ele ajuda a receber os grupos de estudantes que visitam a Escola, os acompanha durante o passeio e faz a caminhada de conscientização ambiental no bairro onde se localiza o Barco Escola. “Faço isso para o futuro e para meus netos. Sei que é pouco, mas a minha parte estou fazendo e tento sempre motivar o próximo. O mundo seria bem melhor se todo mundo fizesse um pouquinho, como eu. Meu trabalho é sonhar que isso pode mudar um dia”, conclui, com otimismo.

Pedaladas sustentáveis

Pedaladas sustentáveis

Banda de Santa Bárbara D’Oeste voltada ao meio ambiente produz a própria energia durante shows

Mariane Galacini (marianepaps@yahoo.com.br)

Imagine um show musical onde o público é que gera a energia que alimenta a iluminação e os equipamentos de som. Achou estranho? Mas é o que acontece nos shows da banda Co2 Zero, de Santa Bárbara D’Oeste, interior de São Paulo. A banda, que tem como tema a educação ambiental, vai além das letras das músicas. Bicicletas ergométricas adaptadas a geradores são utilizadas, com o auxílio da platéia, para a geração da energia do show, transformando energia mecânica em elétrica.

A idéia surgiu em 2007, a partir do baterista da banda, José Carlos Armelin, engenheiro elétrico e professor universitário, que teve a idéia de instalar um gerador elétrico em uma bicicleta, para chamar a atenção dos alunos sobre o tema na época. “Eu vi que isso cativou muito os alunos e prendia muito a atenção deles. Dessa forma eu podia desenvolver temas como a sustentabilidade”, conta.

No show são disponibilizadas quatro bicicletas ao público, que geram, no total, 400 watts por hora, o que é suficiente para a realização do mesmo. Com o auxílio de um monitor, as pessoas pedalam, normalmente, durante cinco minutos. Assim, em um show de uma hora, mais de 30 pessoas chegam a comandar as bikes. “A banda só funciona a partir do público. A gente procura passar para as pessoas que a melhoria ambiental vem a partir de todos”, diz Reginaldo de Oliveira, guitarrista e vocalista da banda.

“A banda só funciona a partir do público. A gente procura passar para as pessoas que a melhoria ambiental vem a partir de todos”, afirma Reginaldo

Segundo Kleber Amedi, químico ambiental e baixista, o objetivo da banda é incentivar e conscientizar – de uma forma mais descontraída – as pessoas com mensagens positivas, mas nunca proibir. “Nosso sonho é tocar em escolas do estado e do Brasil inteiro pra levar a educação ambiental para as crianças e, através disso, estimular a criatividade, cultura, carona solidária, andar de bicicleta e aprender a trabalhar em grupo”, exalta. “Mas a gente nunca esquece também dos adultos, porque se tem algo acontecendo de errado, não são só as crianças que estão errando”, acrescenta Reginaldo.

As músicas, que incluem paródias de outras canções conhecidas, abrangem, além do meio ambiente, temas como educação, cultura, esportes e tecnologia. “Um dos princípios básicos que a gente gosta da banda é reciclar, repensar, reduzir, reaproveitar os materiais. Então tem muita coisa que dá pra usar a criatividade e reaproveitar”, conta Kleber. Esses princípios estão na música “Comece Já!”, que pode ser ouvida abaixo.

A banda, que conta também com o administrador de empresas e guitarrista Maximiliano de Cillo, acredita que, através da música, é possível haver uma mudança na maneira de pensar das pessoas. “A música é capaz de mudar o meio de vida. A banda Co2 Zero tem um jeito diferente de trabalhar, mas outras bandas estão vindo no mundo inteiro cantar sobre meio ambiente e cantar sobre essa mudança. Então se nós estamos cantando agora, é porque futuramente muitas providências irão acontecer pra que nas cidades existam ciclovias, existam parques, muitas árvores. Então a música está somente antecipando isso, e a Co2 Zero se sente no meio dessa mudança, dessa melhoria”, resume Armelin.

Se você se interessou pela banda e sentiu vontade de participar do show, a agenda da banda se encontra no site www.bandaco2zero.com.br, junto com mais informações.

Amazônia em telas

Grupo que se conheceu no Orkut faz exposições de pinturas em várias cidades de São Paulo

Suelen Oliveira
suelenoliveira80@hotmail.com

Um grupo de artistas plásticos, que se reuniu em uma comunidade de relacionamentos do Orkut para debater temas como técnicas, estilos e significados das cores, decidiu montar exposições itinerantes por todo o país. “Nossa intenção é levar esta exposição para o maior número de locais possíveis”, diz Silvia Godoy, artista plástica de São Paulo.

O grupo, que conta com vinte e cinco integrantes, faz exposição desde 2008 e de lá pra cá já fizeram dezessete exposições passando por cidades como Campinas, Taubaté, Campos do Jordão, Barueri, entre outras. A última exposição do ano foi feita na Biblioteca Monteiro Lobato em Osasco no começo do mês de novembro.

A proposta do grupo, denominado Arte e Artistas, é mostrar e instigar discussões sobre os temas e problemas dos dias de hoje do nosso país através de suas pinturas.

O primeiro tema escolhido pelos integrantes do grupo foi “A Amazônia é Nossa”. Eles têm a intenção de mostrar que apesar da distância que separa as pessoas é possível se unir sobre uma questão social.

O Brasil tem uma das maiores biodiversidades do mundo, isto desperta a cobiça de grupos internacionais. Para Regiane Bassani de Pernambuco, é essencial falar sobre a importância da riqueza ambiental e cultural da Amazônia. “Precisamos despertar o aumento da conscientização ambiental no Brasil e zelar por este patrimônio que é tão cobiçado pelos estrangeiros”. Despertar a consciência crítica sobre as consequências da prática da biopirataria tem sido um grande trabalho para instituições ambientais, que se preocupam com a preservação de espécies da fauna e flora brasileira.

Os quadros do grupo, de várias técnicas, demonstram seus sentimentos com o problema da Amazônia, e a partir das obras, tentam provocar uma resposta do público. Como é o caso de Rosaly Gripp do Espírito Santo, que fez uma pintura crítica, como ela denomina. “O meu trabalho pode ser considerado um protesto ao desmatamento irregular das matas brasileiras”, conta.

A mostra de arte do grupo tem como objetivo levantar debates e denunciar ações predatórias sobre o meio ambiente, levando a sociedade a pensar melhor e tomar parte nestas situações para que haja uma modificação de comportamento, ampliando um olhar de combate a esse tipo de crime que vem acontecendo na região amazônica.

Reclamações de todos os lados

Administração do Parque Ecológico se defende de reclamações  e acusa o público de mau uso.

Por Débora Barduchi e Murilo Borges

Os problemas estruturais do Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim são os alvos de reclamação do público que freqüenta o local. Traves quebradas e enferrujadas, campos esburacados e alambrado destruído são os principais problemas apontados pelos usuários, que admitem que isto afasta cada vez mais o público.

“Não podemos nem trazer crianças para brincar. É perigoso”, disse um visitante, que preferiu não se identificar. A possibilidade de doenças também contribui para o afastamento do público. “É perigoso encostar na trave e pegar até algum tipo de doença”, diz o publicitário Fernando Bouças.

A administradora do Parque Ecológico, Carmem Elias, admite a dificuldade em controlar os atos dos usuários e confirma a existência de uma reforma para reparar os danos. “Grande parte dos atos são pela falta de cuidado do público e nós temos consciência disso. No entanto, fazemos o que está ao nosso alcance”, disse, confirmando também que as reformas têm data para acabar. “A atual revitalização acabará no final do ano”.

Para completar o projeto de revitalização do Parque Ecológico, que teve início em janeiro, a Prefeitura de Campinas terceirizou o serviço. Os funcionários, responsáveis por isso, reclamaram da falta de cuidado dos usuários e até desabafaram contra os freqüentadores. “Esta será a última reforma do Parque Ecológico. As pessoas precisam aprender a cuidar do que é público”, disse um dos funcionários da prefeitura, que preferiu não se identificar.

Confira os slides com todas as fotos: