Mais um teatro?

Construção de teatro gera polêmica entre artistas campineiros, que questionam sua necessidade

Carolina Martins

O governo do Estado anunciou a construção de um novo teatro em Campinas, que seria uma réplica do Carlos Gomes, que foi demolido na década de 1960. No entanto os artistas locais são taxativos ao afirmar que um novo teatro não irá resolver os problemas da cidade, dizem ainda que o mais indicado seria dar prioridade as casas de espetáculos campineiras que estão caindo aos pedaços.

Segundo a diretora do Barracão Teatro Tiche Vianna, um grande teatro não será bem usufruído, pois, falta vontade política para promover as manifestações artísticas locais. “Há muitos grupos em Campinas, que contam com uma produção intensa, mas falta incentivo”, afirma Tiche.

Melissa Lopes, atriz do grupo Matula Teatro, considera que a construção de um grande teatro não irá resolver os problemas da cidade em relação à cultura. “Se continuar como está sem incentivo para produções e dificultando a divulgação, o local vai ficar vazio”, afirma Melissa.

A réplica do Carlos Gomes será instalada no parque ecológico Monsenhor Emílio José Salim. Para o governador de São Paulo, um dos principais benefícios desta obra será “a descentralização da cultura”.

Apesar do anúncio da construção do novo teatro, as casas de espetáculo campineiras não estão em bom estado, como por exemplo o teatro Castro Mendes, que está  há um ano e meio em reforma, e a previsão é que seja entregue em janeiro de 2012, porém, as obras deveriam ter sido concluída em outubro deste ano.

 

 

 

 

 

 

 

Tiche Vianna “faltam políticas públicas no meio cultural”

Dia-a-dia no palco

Grupo de Teatro da PUC-Campinas traz cenas do cotidiano com a peça “Momentos”

Roberta Pelaquim
robertapelaquim@hotmail.com

Cena de relacionamento em família

O Grupo de Teatro do Centro de Cultura e Arte (CCA) da Puc-Campinas apresentou o espetáculo “Momentos”, que mostra diversos momentos da vida cotidiana, no auditório D. Gilberto no Campus I da Puc-Campinas nos dias 18 e 19 de novembro. O elenco, que inclui alunos de diversos cursos da PUC e pessoas da comunidade externa à universidade, é dirigido pelo professor Paulo Afonso Coelho, e a peça ainda contou com a participação do Coral Universitário da PUC.

O objetivo do espetáculo segundo Paulo Afonso Coelho, coordenador do grupo, é mostrar vários momentos importantes na vida de uma pessoa. “Tivemos a representação de um casamento e do próprio nascimento. Também representamos momentos históricos como a descoberta da América e do Brasil”, comenta Coelho.

A peça começa e termina com uma senhora que reflete sobre a própria vida, relembrando alguns momentos. A partir daí, o espetáculo se desenvolve utilizando teatro, música e dança (expressão corporal), mostrando relacionamentos em família, amorosos, datas comemorativas, entre outras memórias e emoções.

Manuela Azevedo, estudante de jornalismo, que foi ao espetáculo com seu irmão Vitor, conta que se identificou com a história. “Em alguns momentos, me vi dentro do espetáculo. Pude relembrar momentos bons que passei com minha família.”

Festividades também é tema de Momentos

A peça contou com diversas passagens engraçadas, mas também momentos mais sérios, como uma crítica ao sensacionalismo da mídia e ao domínio da televisão na sociedade. Além disso, a peça tratou de temas polêmicos como o preconceito e a homossexualidade. Um dos destaques foi a participação do grupo de Coral Universitário do CCA que cantou duas músicas ao longo da peça.

“A maior reflexão que a história desperta ao público é pensar sobre os próprios momentos e como aproveitar a vida”, finaliza Paulo Afonso.

O público compareceu nos dois dias para prestigiar a apresentação anual do grupo, que não fará apresentações extras.

 

Confira abaixo um trecho sobre o descobrimento da América criada pelo grupo de teatro da PUC, sob a orientação do professor Paulo Afonso Coelho:

Capitão Nascimento se despede de Paulínia

 

Exposição de filme nacional a preço popular chega ao fim depois de 15 dias

 José Antonio Picelli
(zepicelli@gmail.com)

Público deixa o Theatro Municipal da cidade após exibição de Tropa de Elite 2

 Os flashes tomaram conta das escadarias do Theatro Municipal de Paulínia neste último mês de outubro. No lugar de máquinas profissionais fazendo a cobertura de algum lançamento teatral, câmeras amadoras (até mesmo de celulares) eram usadas para registrar uma primeira visita ao local. Tratava-se das exibições de Tropa de Elite 2 a preço popular, cuja última sessão foi exibida terça-feira, dia 2. “Não é sempre que temos a oportunidade de vir ao Theatro. É bom registrar para  poder mostrar aos amigos”,  diz o estudante Marcelo Rocha, após posar para uma foto em frente a um dos seis grandes pilares da instalação.

Entrada do Theatro

Mas fotos apenas do lado de fora da sala. “Reparei que haviam seguranças dentro da sala de exibição que chamavam a atenção de quem tentasse usar câmeras ou celulares para qualquer fim”, ressalta a jornalista Ana Flavia Blanco. De acordo com a segurança, tal repreensão tinha o objetivo de evitar que o filme pudesse ser pirateado.

Com o apoio da Secretaria de Cultura da cidade, o mais recente filme do diretor José Padilha vinha sendo exibido com ingressos a R$ 1,00 no Theatro da cidade, local este que também serviu de espaço para a pré-estréia nacional do filme no dia 5 de outubro, que contou com a presença de atores como Wagner Moura, Emílio Orciollo Neto e Tainá Müller.

Segundo a Assessoria de Imprensa da Secretaria de Cultura, a exibição do longa a preço popular teve o intuito de tornar acessível um dos filmes nacionais mais aguardados do ano, não apenas à população de Paulínia, mas à população de toda a região. Prova disso é Regiane Miranda, moradora do município de Hortolândia, que compareceu ao Theatro para conferir o filme pela segunda vez. “Esse tipo de exibição acaba sendo um incentivo ao cinema nacional, que tem pouco espaço nos cinemas convencionais. Gostaria muito que, no futuro, outros filmes nacionais fossem exibidos aqui”, revela a analista de sistemas.

De acordo com a assessora de imprensa Ana Paula Silva, existe o interesse de dar continuidade às exibições de longas nacionais a preço popular, mas tal feito dependerá do número total de espectadores, que até o final de semana, já havia ultrapassado os de 16.500.

Momentos antes da exibição do longa

O longa, que faz uma critica à corrupção na política que se relaciona com o crime organizado do Rio de Janeiro, teve o apoio de distribuição do Pólo de Cinema de Paulínia, que tem incentivado a produção do cinema nacional nos últimos dois anos. A arrecadação de Tropa 2 no Brasil superou a marca dos R$ 57 milhões no final de outubro, o que lhe rendeu o posto de maior bilheteria de um filme nacional nos anos 2000.

O Theatro Municipal de Paulínia está localizado na Av. Prefeito José Lozano Araújo, 1551, Parque Brasil 500, há cerca de 7 km da Rodovia Anhanguera. Telefone: (19) 3933-2140.

 

Público posa para fotos em escadaria

Espectador regrista fachada no celular

Ingressos gratuitos no Twitter

Rede social é aliada das empresas na divulgação de peças teatrais

Denni Harlem
(denniharlem@yahoo.com.br)

Com o grande crescimento das redes sociais, as empresas de marketing têm buscado utilizar esses recursos da web para promover espetáculos teatrais com promoções via Twitter.

Carolina Veronez trabalha com as redes sociais divulgando as estréias

Carolina Veronez, 23, é analista de mídias digitais que gerencia as redes sociais Orkut, YouTube, Flickr, Facebook e Twitter dos teatros Parque Dom Pedro (Campinas – SP), Folha (São Paulo) e Colinas (São José dos Campos). “Eu uso essas mídias para divulgação e otimização de nossas peças e espaços”, afirma. Para realizar as promoções como o sorteio de ingressos das peças teatrais, Carolina prefere utilizar o Twitter. “Por ser mais rápido e abrangente, dou preferência para que as promoções sejam feitas nele”. Por sorteio, o usuário pode ganhar um ou dois convites nas primeiras fileiras.

De acordo com Carolina, o sorteio é processado por um programa chamado “sorteie.me” que tem o objetivo de atrair novos consumidores por meio dos “retwittes” (quando um usuário do Twitter repassa a mesma mensagem que recebeu, para todos que o “seguem”). “Já quando ocorre uma promoção de pergunta e resposta, eu avalio a frase mais criativa ou a primeira resposta certa conforme a promoção”, destaca. Outros teatros também utilizam as redes sociais, como o teatro Bradesco (São Paulo) e o teatro SESC (Campinas – SP), promovendo sorteios e divulgando estréias.

Letícia com seu par de entradas ganhos no sorteio pelo Twitter

Com o intuito de ficar por dentro das novidades e estréias no teatro da sua cidade, Letícia Araújo, 22, começou a “seguir” (expressão utilizada no Twitter) os teatros Folha e do Parque Dom Pedro. “Eu gosto de teatro e vi uma oportunidade de conhecer as novidades”. Ela contou ainda que quando começou a utilizar o serviço, nunca pensou que poderia ser vencedora de uma promoção. “Fiquei muito feliz, até porque eu nunca ganhei nada”.

Apesar de não acreditar na sorte, Letícia já conseguiu ganhar em dois sorteios, ambos com apenas um “retwitte”. Na primeira vez recebeu um par de ingressos para a peça Play, sobre sexo, mentiras e videotape. Já no segundo sorteio, ela ganhou um ingresso para a peça Dezimprovisa, contudo, em virtude de compromissos pessoais, não pode ir à peça. “Quando respondi ao perfil do teatro que eu não poderia ir naquela data, outro usuário também recebeu a mensagem e escreveu-me que gostaria de comprar o ingresso. Acabei vendendo-o pelo próprio Twitter sem tê-lo em mãos”. Para conseguir repassar o ingresso, Letícia precisou comunicar à empresa somente os dados cadastrais do comprador.

Tatiane Cristine Bueno, 18, também fica por dentro das novidades utilizando o Twitter. “Eu sigo os teatros em busca das estréias e também para participar das promoções”. Ela também já foi sorteada uma vez, mas não conseguiu ir assistir. “No dia em que ganhei, foi durante a semana e como estudo e trabalho não consegui ir”.

Para Tatiane as redes sócias são boas oportunidades para disseminar a cultura e expandir o público. “Para quem não tem o hábito de ler jornais e entrar em sites de notícias, é muito mais fácil acompanhar tudo pelo Twitter, acredito que é bom usá-lo para promover a cultura”, diz Tatiane.

Assista abaixo um trecho da peça teatral: Play, sobre sexo, mentiras e videotape.

Assista abaixo um trecho da peça teatral: Dezimprovisa

 

Americana não quer só comida

12º Festival de Teatro reúne cerca de 7700 pessoas em vários pontos da cidade

Cena de peça do festival

Ana Paula Angelini
(anapaula_angelini@hotmail.com)

 Assim como na música Comida, do grupo Titãs, a população de Americana mostrou que também não quer só comida, quer comida, diversão e arte. Prova disso, é que os americanenses lotaram todas as sessões do 12º Festival de Teatro de Americana, que foi realizado entre os dias 3 e 11 de setembro. Segundo o administrador do Teatro Municipal da cidade, Carlos Roberto Junior, as apresentações reuniram cerca de 7700 pessoas.

 Para o coordenador do festival, Osvaldo Beraldo, a recepção do público foi altamente favorável, superando as expectativas dos organizadores. “Em algumas apresentações houve lotação e algumas pessoas tiveram que ficar de fora”, disse o coordenador. As sessões tiveram entrada franca e ocorreram em várias regiões da cidade: Teatro Municipal Lulu Benencase, Casa de Cultura Herman Müller, Teatro Fábrica das Artes, Calçadão da Rua 30 de julho, Centro Integrado de Educação Pública (CIEP) do Bairro Praia Azul e na praça do bairro Cidade Jardim.

 A recepcionista Larissa Moraes Barrucalle e o estudante Marcelo Ferreira aproveitaram a folga do feriado do dia 7 de setembro para prestigiar o festival. Eles assistiram ao espetáculo É só uma formalidade, da companhia mineira Quatroloscinco. “Achei a peça ótima. O festival é uma ótima forma de lazer, ainda mais porque é gratuita”, disse Marcelo. Para Larissa, essa é uma ótima oportunidade para aqueles que não têm condições de ir ao teatro com frequência. “Boas peças custam caro, por isso temos que aproveitar situações como essa”, afirmou a recepcionista.

O Festival de Teatro de Americana não ocorria desde 2007 – por falta de verba – e este ano contou com 131 inscrições de diversos estados brasileiros, porém somente 20 peças foram selecionadas, dentre elas sete na categoria adulto, cinco da categoria infantil, três de rua e cinco da mostra paralela Sessão Maldita, que ocorria todos os dias à meia noite no teatro Fábrica das Artes. A Secretaria de Cultura de Americana repassou, como apoio, cerca de 3 mil reais para cada grupo selecionado.

Confira a lista dos premiados:

ADULTO
1º Lugar Por que a criança cozinha na polenta Cia Mugunzá S Paulo – SP
2º Lugar O Caderno da Morte Cia Zero Zero S Paulo – SP
3º Lugar Chuva Pasmada Cia Matula/Okamotto Campinas – SP
Júri Popular Obs.:Cênicas Cia Estopim de Teatro Americana – SP
INFANTIL
1º Lugar Marcelo Marmelo Martelo Cia Azul Celeste S. José R Preto – SP
2º Lugar O que você vai ser antes de crescer Cia Pic nic de Teatro São B do Campo – SP
3º Lugar A Princesa Diva A Divinha Cia da Boca S. José Rio Preto – SP
Júri Popular O que você vai ser antes de crescer Cia Pic nic de Teatro São B do Campo – SP
RUA
1º Lugar O Comecim das Coisas La Cascata Cia Cômica São J. Campos – SP
Júri Popular O Comecim das Coisas La Cascata Cia Cômica São J. Campos – SP
SESSÃO MALDITA
Júri popular Cru Cia Plágio de Teatro Brasília – DF
             

 Veja abaixo algumas fotos do festival:

Surdos à ribalta

Professor de Libras jundiaiense coordena grupo de teatro formado por surdos

Felipe Hipólito
(felipefch@ig.com.br / twitter.com/felipe_shema)

Vítor e os atores se comunicam pela Libras

Você já imaginou assistir a uma peça de teatro feita só por surdos? É o que ocorre em Jundiaí. Com o intuito de conscientizar sobre o preconceito, o professor da Língua Brasileira de Sinais (Libras) da cidade, Vítor Carbonari, 25, criou o grupo de teatro Alegria Surda, composto somente por deficientes auditivos, cujo trabalho voluntário e sem apoio da prefeitura é feito em faculdades, escolas de 1º e 2º graus e festas e completa dois anos.

Graças à rubéola contraída pela mãe, quando o esperava, Carbonari desenvolveu a surdez aos poucos. Ele percebeu, na escola formal, a necessidade de levar cultura a outras pessoas com a mesma condição e evidenciar as várias formas de preconceito contemporâneas.

Na entrevista, no cubículo de mais ou menos 12 metros quadrados, na sede do Clube dos Surdos de Jundiaí (CSJ), onde são feitos os ensaios, eu me dividi entre seu esforço em me entender, pela leitura labial, e as intervenções da sua intérprete, Adriana Maroto.

O trabalho é divulgado informalmente e, apesar das dificuldades, o jovem sonha ter uma nova sede, maior, para fazer os ensaios e tocar seu negócio.

Confira abaixo os principais trechos da entrevista com o ator e diretor:

Redator Online: Por que resolveu criar o Alegria Surda?
Vítor: Eu via que todas as pessoas que ouvem podiam ver teatro, mas os surdos não. Resolvi levar cultura aos que têm a deficiência e evidenciar aos que não o são os preconceitos existentes na sociedade.

RO: Vocês fazem as apresentações em salas de aula de faculdades. Como os universitários as interpretam?
V: Eles não dão tanta importância. Parece que consideram a cultura surda irrelevante. Já percebemos que alguns nos taxam até de malucos.

RO: Como as peças se estruturam?
V: A temática das apresentações sempre leva em conta o preconceito contra os deficientes. Apesar de usarmos bastante a Libras, buscamos falar com o corpo e expressar a maior parte das idéias pelos gestos, para facilitarmos o trabalho dos intérpretes que, assim, só precisam dar uma explicação simples, antes ou depois da peça, e tirar uma ou outra dúvida, em relação aos sinais específicos da língua. As peças têm duração média de 7 minutos. São mensagens claras e rápidas.

RO: Quais são as apresentações principais?
V: São Duas: Inclusão e Aniversário. Na primeira, os atores simulam uma prova em que a professora estipula um tempo para a entrega e todos os alunos ouvintes conseguem fazê-la. O surdo não entende nada, perde tempo e é prejudicado.
Na segunda, a estória se dá numa festa de aniversário de um garoto surdo, que convida todos os vizinhos, que ouvem normalmente, e é ignorado por eles, até a hora de cortar o bolo.

RO: Alguém da plateia já se interessou por participar do teatro?
V: Sim, a Marília Mohedas. Ela assistiu à peça e fazia o curso de Libras aqui no clube, gostou da nossa proposta. Ela nos levou para fazermos a peça na sua turma da faculdade. Hoje ela trabalha na instituição e ajuda a divulgar o que fazemos.

RO: Como é possível agendar uma peça?
V: As pessoas interessadas devem entrar em contato com o CSJ, pelo site ou pelo telefone 11 3395 9171.

Assista a um trecho da peça Inclusão, do Alegria Surda:

Site Clube dos Surdos de Jundiaí: http://csjonline.web.br.com/

50 anos de pura risada!

A comédia Stand-Up é produzida no Brasil há quase 50 anos, mas foi de alguns anos para cá que esse gênero virou febre entre os jovens e se firmou como grandes produções.

 Por Débora Barduchi

Bom, divertido e barato. Essas são as principais características de uma produção de comédia Stand Up. Esse gênero teatral vindo dos Estados Unidos virou febre entre o publico jovem do Brasil que busca opções descontraídas e de fácil acesso para se divertir.

Na era da geração Y, a veiculação de informações pela Internet e o aumento do apoio dos produtores teatrais para esse tipo de espetáculo possibilitaram os vários grupos teatrais de Stand Up e seus derivados. 

Um dos mais conhecidos aqui no estado de São Paulo é o Clube da Comédia, com atores que dividem entre si as produções para criar e apresentar piadas no estilo de Stand Up.  Já a Terça Insana e os Melhores do Mundo  não são considerados grupos de Stand Up porque os atores representam personagens, diferente do que acontece com o Clube da Comédia, em que o ator é ele mesmo, apresenta-se de cara limpa.

Além disso, de um ano pra cá, a produção do programa CQC, com vários comediantes de Stand Up, colaborou para que o gênero ganhasse maior divulgação e permitisse que alguns comediantes se apresentassem sozinhos, como nos Estados Unidos.

Por Dentro da Produção

Um gênero diferente de humor que atrai uma legião de fãs por teatros do Brasil à fora. O Stand-Up Comedy é um espetáculo executado por apenas um comediante que se apresenta geralmente em pé (daí o termo Stand-Up), sem acessórios, cenários, caracterização, personagem ou recurso teatral. É o que alguns profissionais, como o produtor Sandro Morgado, chamam de humor de cara limpa.

Com raízes no entretenimento popular como o teatro de revista e os monólogos humorísticos, o Stand-Up teve suas primeiras apresentações em palcos estadunidenses. Os atores, na época, trabalhavam como mestres de cerimônias e deveriam entreter o público entre os intervalos de outras apresentações.

Mas porque esse aumento na procura de comédia Stand Up?
Quem responde é o comediante Oscar Filho, repórter do CQC:

No Brasil, o gênero se estabeleceu na década de 60 com José Vasconcelos. Mas foi com os atores Chico Anysio e Jô Soares que o Stand-Up ganhou forma e recebeu o estilo parecido com o que é visto hoje.

Veja no áudio abaixo opiniões sobre a produção do Stand Up com o comediante Oscar Filho e os produtores  Caio Arbex e  Sandro Morgado

Fazer comédia é uma arte que vem sendo aprimorada cada vez mais por atores competentes que sabem que fazer rir é uma ótima opção de como viver a vida.